sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Persistência de tempo frio no continente

2012-02-10 (IM)
Na continuação da informação anteriormente veiculada pelo Instituto de Meteorologia, I.P. o Centro de Previsão deste Instituto prevê a persistência de tempo muito frio para os próximos dias.

Na noite de sábado para domingo, os valores da temperatura mínima registarão nova descida, que se manterá até segunda-feira, em particular nas regiões do interior, prevendo-se nomeadamente para Bragança -9ºC, Vila Real -5ºC, Castelo Branco -2ºC, Évora e Beja 1ºC, Porto 2ºC, Lisboa 3ºC e Faro 5ºC.

Esta situação é provocada por uma massa de ar muito frio proveniente do interior do continente europeu transportado na circulação de uma região anticiclónica localizada na Escandinávia.
A partir de dia 14 (terça-feira) deverá haver um pequeno aumento da temperatura máxima e mínima continuando a não se prever ocorrência de precipitação em todo o território.
A manter-se esta situação é provável que durante a próxima semana a maior parte das estações do território continental entrem em onda de frio, de acordo com a definição da Organização Meteorológica Mundial.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Valença Dá a Conhecer Ajuda Internacional “Shelterbox, Ajudar em Casos de Catástrofe”

Esta palestra decorre da campanha para a aquisição de uma Shelterbox que está a ser promovida pelos alunos do Agrupamento Muralhas do Minho. Uma iniciativa que pretende incentivar o espírito de voluntário, o sentido de solidariedade internacional e a ajuda ao próximo.
A ShelterBox encontra-se em exposição na escola valenciana e mostra os utensílios de primeiro ajuda que são fornecidos em caso de catástrofes naturais.
Em Valença o Rotary Clube já ajudou na aquisição de uma caixa e a campanha continua, a apelar ao sentido de solidariedade dos valencianos, por iniciativa dos alunos do Clube de Proteção Civil do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho.
Jorge Salgueiro Mendes, Presidente da Câmara Municipal,  “Este é um exemplo do espírito de cooperação, de solidariedade e ajuda,que move os jovens valencianos e orgulha a nossa comunidade”
A Shelterbox é uma organização internacional, sem fins lucrativos, que proporciona ajuda de emergência às pessoas atingidas por catástrofes, em todo o mundo. A organização está sediada em Inglaterra, com representação recente em Portugal e dinamizada com a ajuda dos clubes rotários.
Esta palestra é uma iniciativa da Câmara Municipal de Valença e do Clube de Proteção Civil da Escola “Muralhas do Minho” e conta com a colaboração da  Associação ShelterBox Portugal.

Janeiro muito seco agrava situação de seca meteorológica

2012-02-09 (IM)
Os valores de precipitação registados no mês de janeiro no continente foram muito inferiores aos respetivos valores normais (1971-2000), com um total mensal de 20.4mm, (17% do valor normal) que se traduz numa anomalia de -96.9mm e que corresponde ao 7º menor valor registado de precipitação desde 1931 (o menor valor foi de 2.8mm em 1935).
Em resultado destes níveis de precipitação o mês classifica-se como muito seco a extremamente seco.
Os baixos valores de precipitação registados resultam da localização do anticiclone dos Açores que, estendendo-se em crista para o território continental, vem impedindo que este seja influenciado normalmente por superfícies frontais, responsáveis pela precipitação nesta época do ano.
Desta forma a situação de seca meteorológica intensificou-se em todo o território do continente, pelo que de acordo com o Observatório de seca do IM, a percentagem do território em situação de seca meteorológica, apresenta a seguinte distribuição: 11% em seca severa, 76% em seca moderada e 13% em seca fraca.

Relativamente aos valores da temperatura do ar, destaca-se que o valor médio da temperatura mínima do ar foi inferior ao valor normal (1971-2000) em -1.56ºC.
Durante o mês ocorreram valores de temperatura mínima inferiores a 0ºC, verificando-se que o número de dias com estas condições foi maior nas regiões do interior Norte e Centro, destacando-se a estação meteorológica de Bragança que registou 28 dias de temperatura mínima inferior ou igual a 0ºC.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Regresso do tempo muito frio

2012-02-07 (IM)
O território do continente irá a partir de amanhã, 4ªfeira, dia 8 de fevereiro, voltar a ser influenciado por uma massa de ar muito frio. À semelhança do episódio de tempo frio que afetou o continente no início do mês, em especial nos dias 3 e 4, este novo episódio estará associado a uma massa de ar ártico proveniente do interior do continente europeu e transportado na circulação de uma região anticiclónica localizada na Escandinávia e Rússia Ocidental.
Assim, prevê-se entre hoje, dia 7, e 5ª feira, dia 9, uma descida da temperatura mínima entre 6 a 9ºC em todo o território, atingindo-se valores de 3ºC em Lisboa, 1ºC no Porto, 3ºC em Faro, -6ºC em Bragança, -1ºC em Castelo Branco e -1ºC Beja. Estes valores de temperatura mínima deverão manter-se para 6ªfeira, dia 10. Apesar de uma ligeira subida da temperatura mínima no sábado, dia 11, existe uma tendência para a continuação do tempo muito frio e seco no continente até dia 15.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Queda de grua mata sapador florestal

 Um sapador florestal da Associação de Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré (APFCAN), morreu, na quarta-feira, na sequência da queda de uma grua, em Pedrulheira, nas Matas Nacionais da Marinha Grande.

Um outro indivíduo ficou gravemente ferido e foi transportado para o Centro Hospitalar Leiria-Pombal, disse o comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande. O alerta foi dado às 10h45.

Vítor Graça explicou também que “a queda da grua se deu com a cedência do terreno e os ocupantes do cesto tombaram”, sendo que “um deles morreu logo no local”.

A vítima mortal, Hélder Gomes, de 43 anos, residia na Nazaré e tinha dois filhos, um rapaz e uma rapariga. Já o ferido, Dário Barbosa, de 32 anos, foi operado na tarde de quarta-feira e o seu estado, apesar de estabilizado, é considerado grave.

Os dois sapadores, que trabalhavam no cesto, estavam acompanhados por mais dois elementos, um dos quais um engenheiro da APFCAN, para além do condutor da máquina. Os trabalhadores estavam a cortar pinheiros afetados pelo nemátodo.

Segundo Joaquim Morais, presidente da APFCAN, o acidente aconteceu quando uma das sapatas do empilhador telescópico abateu no terreno, provocando a queda da grua, propriedade de uma empresa de Leiria que regularmente realizar trabalhos para a associação sediada em Pataias.

O dirigente já solicitou a realização de uma inquérito, junto da empresa que realiza as auditorias sobre segurança no trabalho e também da companhia de seguros, de forma a apurar-se cabalmente as causas deste acidente fatal.

Ainda de acordo com Joaquim Jordão Morais, mais do que se apurar as responsabilidades, o propósito do relatório é evitar que no futuro aconteçam episódios semelhantes. “A Associação de Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré sentem-se moralmente responsável por este acidente, mas queremos acima de tudo apurar todos os factos e esperamos que a empresa da empilhadora faça o mesmo”, disse o dirigente da APFCAN.

Também no local esteve uma equipa da Autoridade para as Condições do Trabalho, que irá elaborar um relatório independente do que foi solicitado pela associação.

Refira-se por último que no local estiveram ainda os Bombeiros Voluntários de Marinha Grande com oito homens apoiados por quatro viaturas, para além de uma viatura Médica de Emergência e Reanimação e de elementos da Proteção Civil municipal.

Fonte: CisterFM

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mata Nacional do Camarido está a ser alvo de um "lifting"

02.02.2012
Susana Ramos Martins                   

A Autoridade Florestal Nacional vai avançar com a recuperação da Mata Nacional do Camarido, 164 hectares de floresta mandados plantar há seis séculos pelo rei D. Dinis.
Localizada à beira-mar, na foz de um rio, com um posto de abastecimento de combustíveis no seu interior e atravessada por uma das estradas nacionais mais movimentadas do país, a Mata Nacional do Camarido, às portas de Caminha, nunca foi vítima de um grande incêndio. Talvez por isso, estes 164 hectares de floresta mandados plantar há seis séculos pelo rei D. Dinis e actualmente pertencentes ao domínio privado do Estado tenham árvores com mais de 130 anos. A necessidade urgente de rejuvenescimento e diversificação do arvoredo "decrépito", maioritariamente composto por pinheiro bravo, foi uma das razões que levou a Autoridade Florestal Nacional a avançar rapidamente com o Plano de Gestão Florestal. O objectivo é fazer um lifting àquele espaço arbóreo.

Pensado para durar 15 anos, o Plano de Gestão Florestal da Mata Nacional do Camarido vai ter "maior destaque, urgência e pormenorização" nos primeiros 12. No primeiro ano da sua execução (2011), foram gastos 31 mil euros, tendo a mata sido limpa, desbastada e reflorestada. Segundo avançou ao PÚBLICO Rui Batista, responsável pela delegação distrital da Direcção Regional de Florestas do Norte (DRFN), já foram plantadas 18.350 novas árvores, com maior preponderância do pinheiro bravo, mas também outras espécies, como o sobreiro, pinheiro manso, bordo (acer), carvalho, freixo e salgueiro.

As plantações, segundo esclarece o vice-presidente da Câmara de Caminha, Flamiano Martins, que está a acompanhar localmente a intervenção, foram feitas nos talhões (dos 22 em que aquela mancha florestal está dividida) localizados junto ao litoral, onde havia "pinhal muito velho". O autarca aplaude a intervenção, até porque a mata, que abrange as freguesias de Caminha, Cristelo e Vilarelho, é uma espécie de pulmão verde daquela zona, onde a Câmara de Caminha tem apostado no aproveitamento turistico, com a criação de uma ecovia e a requalificação do campo desportivo localizado no interior da floresta.

Tendo como vizinhas duas praias com bandeira azul (a praia de Moledo e a praia fluvial da foz do Minho), aquela que é a mata nacional com a maior mancha de pinhal a norte do rio Douro, abrangida por diversas figuras de protecção e conservação da natureza e biodiversidade e classificada por Rui Batista como "um património invulgar", está a ganhar "cara nova", graças a um processo que procura apagar marcas deixadas pelo passar de seis séculos.

O projecto tem por base um diagnóstico realizado em 2009 graças a uma parceria composta pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, pela Associação de Produtores Florestais do Vale do Minho e pela então DGRF através do Núcleo Florestal do Alto Minho da Circunscrição Florestal do Norte, que resultou no plano de ordenamento da mata.

in ecosfera

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Descida acentuada da temperatura

A ação de uma massa de ar fria transportada na circulação de um anticiclone situado no Norte da Europa, deverá afetar o estado do tempo em Portugal continental, a partir de dia 3.

Assim, o Centro de Previsão do Instituto de Meteorologia prevê, para o continente, uma descida significativa dos valores da temperatura do ar na ordem dos 6ºC a partir dessa data.
Esta situação deverá manter-se até dia 7, altura a partir da qual se espera uma subida gradual dos valores da temperatura.

O IM sugere o acompanhamento desta informação através da sua Pagina WEB

Fonte:www.meteo.pt





Resumo da Jornada de Fogo de Supressão

Suppression Fire - Training

domingo, 29 de janeiro de 2012

O Triângulo do Combate a Incêndios Florestais

Desenvolvido e postado por: Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vila Nova de Cerveira

Os incêndios florestais para se desenvolverem dependem obrigatoriamente daquilo que denominamos por triângulo do fogo, cujos factores de desenvolvimento encontram-se intimamente interligados: Fonte de Ignição/Oxigénio/Combustível. Apenas quebrando uma das vertentes, poderemos pôr fim ao fogo e ao incêndio florestal, o que por vezes, dada a disponibilidade no terreno, torna-se num objectivo difícil de se cumprir. Somente com eficácia e eficiência, seremos capazes de cumprir de forma segura e sob controlo, um combate que cumpra o objectivo de extinção do incêndio florestal.
À semelhança de outros colegas do distrito e do país, durante vários anos tenho vindo a acompanhar, junto dos combatentes, os incêndios florestais, sejam eles fogachos ou grandes incêndios florestais (GIF), estudando e analisando-os, planificando e executando acções de âmbito municipal visando a prevenção e a criação de oportunidades de combate. A proximidade junto dos combatentes, alguns com muita experiência, tem-me permitido assistir às dificuldades que se apresentam na 1ª intervenção e no combate, bem como se comporta o fogo numa determinada posição no relevo, num dado período horário do dia. A experiência e os saberes recolhidos junto das equipas do CNAF 16, das EPF-GNR (antigo Corpo da Guarda Florestal), do Corpo de Bombeiros de Vila Nova de Cerveira e de alguns elementos (hoje reformados) que pertenceram à antiga Brigada 28 dos Serviços Florestais, têm permitido uma melhor interpretação das tácticas adoptadas em combate e o histórico dos incêndios.
A minha participação em acções de vigilância e fiscalização tem contribuído para um conhecimento mais aprofundado das sensibilidades do território, as motivações que poderão estar por detrás das ocorrências, permitindo-me georreferenciar com exactidão os locais de ignição, bem como acompanhar e estimar de forma rigorosa o índice de queimas de sobrantes, principalmente quando ocorrem dentro do período crítico, com risco potencial para dar origem a um incêndio.
A planificação e a execução das acções de defesa da floresta contra incêndio tiveram por isso, em primeira linha de conta a experiência recolhida no terreno. A identificação e tratamento de pontos de gestão estratégica, as faixas de gestão de combustíveis, a criação de mosaicos, a beneficiação de rede viária, é um conjunto de acções que deve ter em atenção o número de ocorrências num mesmo raio, a tipologia dos incêndios ao nível do comportamento do fogo e os incêndios de desenho.
Toda a experiência recolhida junto dos combatentes, o acompanhamento muito próximo na tomada de decisão para a execução de acções de prevenção e o profundo conhecimento do território, levou-me a considerar que o combate aos incêndios florestais depende daquilo a que chamo o Triângulo do Combate a Incêndios Florestais:


A Ciência e o papel do Técnico
Ora o técnico do GTF do município, joga aqui um papel essencial, mediante o recurso à ciência, através dos diversos meios e tecnologia que se encontram ao seu alcance: análise meteorológica, análise espacial, detecção remota, análise de incêndios e compreender todos os processos que influenciam um incêndio florestal, sem esquecer a sua acção no acompanhamento das ocorrências, onde ganhará experiência e conhecerá de perto os obstáculos no combate aos incêndios florestais. Dada a situação do mundo rural e do sector florestal, impõe-se ao técnico com responsabilidades em matéria de defesa da floresta contra incêndios, um papel cada vez mais operacional e interventivo, de conhecimento profundo do território e das populações, na proposta de acções que criem oportunidades de combate e de defesa, no acompanhamento das ocorrências e no apoio à tomada de decisões no combate.

Os Meios disponibilizados – Decisões políticas


No entanto, este trabalho só é possível, sempre e quando o técnico dispõe de recursos no seu município que permitam não só avaliar previamente, mas também levar a cabo a importante tarefa de execução das acções planificadas. Ora, os meios não dependem dos técnicos, mas sim de medidas operacionais colocadas à disposição por parte das entidades governamentais centrais, regionais e locais, ou seja de meios disponíveis estabelecidos por decisões políticas. Estas decisões, quer de âmbito nacional quer municipal, são essenciais para colocar em prática as medidas estabelecidas na prevenção e no combate aos incêndios florestais. Sem estas decisões de fórum político seria impossível existirem meios e apoios para o combate. Daí que grande parte da responsabilidade recai sobre quem toma decisões, pois torna-se na “fonte de ignição” do triângulo de combate. A disponibilidade de meios materiais e humanos depende de decisões políticas.

A Experiência dos Combatentes
Contudo, o combate aos incêndios florestais não se faz apenas com os métodos científicos aplicados pelos técnicos e/ou com os meios colocados à disposição pelas decisões políticas. A base do triângulo de combate assenta na experiência dos combatentes, profissionais ou voluntários, pertencentes às diversas equipas que se encontram no teatro de operações (bombeiros, força especial de bombeiros, sapadores florestais, corpo nacional de agentes florestais, equipas GIPS/GNR, equipas AFOCELCA, etc.).
A experiência e a formação dos elementos da equipa é factor essencial no desenvolvimento do combate, por muitos meios e apoio técnico que possua. Por vezes encontramos nos incêndios equipas muito bem equipadas, mas que demonstram dificuldades no entendimento das operações, na execução das tácticas e até mesmo na utilização dos equipamentos. São diversos os exemplos da falta de experiência: a dificuldade nas rádio-comunicações, a dificuldade na orientação e navegação com cartografia, a dificuldade no entendimento do comportamento do fogo, a dificuldade na execução de manobras de contenção e consequentes saltos, rescaldos defeituosos e consequentes reacendimentos, entre outros casos. Daí que não se pode exigir demasiado a equipas cujos elementos são muito novos ou que apenas se vêem e trabalham em conjunto uma vez por ano, num curto período de incêndios florestais. É notória a diferença em equipas, onde os elementos têm mais de 10 anos de combate ou que lidam em grande parte com incêndios florestais ou que trabalham durante o ano em acções de fogo controlado ou queimadas.
 
Conversando com combatentes mais velhos da Corporação de Bombeiros de Vª Nª de Cerveira e da extinta Brigada 28 e, com cerca de 30 e 40 anos de experiência, pude constatar a diferença nas tácticas de combate de outrora, muitas vezes baseadas numa análise empírica do comportamento do fogo. É necessário recordar que só na década de 80 do século passado é que começaram a surgir os primeiros veículos de combate a incêndios florestais, pois até ali o combate era realizado basicamente com recurso a ferramentas e tácticas denominadas vulgarmente de sapadores, por serem muito utilizadas pelas extintas brigadas florestais, pelo que dotaram os combatentes de um elevado conhecimento do território e do comportamento do fogo.

Ora como pudemos observar, os três lados do proposto Triângulo do Combate a Incêndios  Florestais são cruciais para garantir a eficácia e a eficiência das acções contra os incêndios florestais. A conjuntura sócio-económica actual e o crescente número de grandes incêndios das últimas décadas, obriga-nos a colocar em prática este triângulo. Recordando porém que o eficaz e eficiente combate aos incêndios florestais inicia-se com medidas politicas atempadas, com acções técnicas prévias de defesa e prevenção devidamente estudadas e com preparação e experiência de todos aqueles que participam directamente no combate. Todos somos combatentes, todos que de algum modo nos incluímos directamente ou indirectamente numa das vertentes deste Triângulo de Combate.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Jornada Teórico-Prática de Fogo de Supressão

ENQUADRAMENTO

O uso do fogo táctico, vulgo contrafogo, é uma das técnicas mais eficazes no combate aos incêndios florestais, contudo muitas vezes é aplicada sem qualquer conhecimento, sem compreensão dos factores envolvidos no comportamento do fogo e sem obedecer às elevadas exigências de segurança. Daí ter sido regulamentado o recurso ao fogo táctico, pela celeuma que levantou o seu uso por parte dos combatentes, no entanto continua-se a recorrer à técnica, dada a sua eficácia. Sendo assim, impõe-se a necessidade de dotar os combatentes do Concelho de Vila Nova de Cerveira de conhecimentos que contribuam para o uso eficaz, eficiente e seguro desta táctica de combate, de acordo com o estipulado no ponto 4, do Artº 15 do Despacho n.º 30/90 (Regulamento do Fogo Técnico):

“4 — Os COS, nas situações previstas no Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro (SIOPS), podem, após autorização expressa da estrutura de comando da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) registada na fita de tempo de cada ocorrência, utilizar fogo de supressão.”

A acção está orientada para os bombeiros e sapadores participantes no ciclo de Jornadas Técnicas de Defesa da Floresta Contra Incêndios promovidas pelo Município de Vila Nova de Cerveira, através do Serviço Municipal de Protecção Civil e, ministrada por técnicos-combatentes altamente experimentados no uso do fogo táctico, pertencentes às Equipas de Protecção Integral Contra Incêndios Florestais (EPRIF) e Equipas Heli-transportadas da Xunta da Galiza.

1. Objectivos
1. Esta jornada técnica consiste na sensibilização e promoção do uso do fogo táctico, precisamente no conhecimento das técnicas de fogo de supressão (contrafogo).
2. Pretende dotar o combatente de ferramentas técnicas (teóricas e práticas) que lhe permitam iniciar-se no uso do fogo durante o combate dos incêndios florestais.
3. Dotar os combatentes do Concelho de conhecimentos de segurança e tácticas para melhorar a eficácia do uso do fogo de supressão.

2. Formadores
1. Técnicos da empresa C. Natutecnia S.L.

3. Programa Formativo da Jornada – Dia 28 de Janeiro de 2012

Manhã: Sessão Teórica (3h) – 09h00 às 12h00 – Auditório do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Vª Nª de Cerveira
  • Comportamento do fogo: Dinâmica de gases.
  • Fundamentos básicos: Método indirecto, conceitos.
  • Segurança na extinção.
  • Princípios: Estratégia, táctica e horário.
  • Condições de aplicação, meteorologia
  • Métodos de aplicação: fundamentos teóricos e prática.
  • Casos práticos.

Tarde: Sessão Prática (4h30) – 12h30 às 17h00 – Parcelas junto ao Parque Eólico de Cerveira (Alto da Pena)
  • Execução de uma queima de alta intensidade.
  • Prática de aplicação do fogo, adoptando as medidas de controlo e segurança necessárias.
  • Explicação no terreno das diferentes tipologias de uso do fogo de supressão.
  • Execução prática da táctica de fogo de supressão.

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