GTFs do Alto Minho na Defesa da Floresta desde 2005
Os Técnicos dos Gabinetes Técnicos Florestais desempenham funções no âmbito do Planeamento Municipal da Defesa da Floresta Contra Incêndios desde 2005. Desde então, são várias as acções que visam a prevenção estrutural contra incêndios.
GTFs do Alto Minho planificam a Rede de Pontos de Água
Os Municípios da região,através dos seus técnicos têm vindo a planificar, projectar a estratégica rede de pontos de água, os quais têm sido objecto de intervenções visando a sua necessária manutenção e adaptação aos meios aéreos .
GTFs do Alto Minho apoiam acções de Fogo Controlado
O Alto Minho foi pioneiro em acções de fogo controlado, mediante a iniciativa do ilustre Eng.º Moreira da Silva. Desde 2009 o uso do fogo técnico tem tido um papel cada vez mais importante na gestão de combustíveis, no melhoramento de pastagens, no controlo de infestantes e na gestão cinegética.
GTFs do Alto Minho assumem a Missão Pública do Uso do Fogo Técnico
Hoje, todos os técnicos dos GTF's do Alto Minho encontram-se devidamente formados para levarem a cabo a missão pública do uso do fogo técnico, mediante o importante apoio das diversas equipas de combatentes da região: bombeiros, sapadores florestais, GIPS, entre outras.
GTFs do Alto Minho actuam pela Conservação da Floresta
São já as centenas de hectares de faixas de gestão de combustíveis executadas, bem como centenas de quilómetros de rede viária beneficiada, ao abrigo dos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, em vigor desde 2007.
GTFs do Alto Minho Unidos na Luta Contra Incêndios
Os Gabinetes Técnicos Florestais do Alto Minho destacam-se pela intensa dinamização, inter-cooperação, acções integradas e por uma política regional de intermucipalidade, com vista a aumentar a eficácia e a redução de custos. Contudo ainda há muito para fazer, mas os seus técnicos operacionais, estão prontos para os novos desafios.
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Fim da Seca Meteorológica!?
22:24
gtfsdoaltominho
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira
Apesar da actual instabilidade atmosférica registada nas últimas semanas, com maior incidência no mês de Abril, Portugal, tal como o restante território da Península Ibérica, apresenta um ténue desagravamento do índice de seca.
O velho provérbio de “Abril, águas mil” pode não ser uma verdade total neste ano hidrológico, apesar dos últimos dias de precipitação, pois os dados de humidade do solo continuam a ser pobres, mesmo na região do Alto Minho.
Actualmente, podemos recorrer a uma nova ferramenta muito útil de monitorização da seca fornecida pela EUMETSAT, a qual através do satélite MetOP e o radar ASCAT permite para além da medição da velocidade do vento, estimar a humidade do solo no planeta. O trabalho desenvolvido em parceria com o Instituto de Fotogrametria e Sensoriamento Remoto da Universidade de Viena permite tratar diariamente os dados recebidos e processá-los de modo a estimar a humidade do solo a uma profundidade de 5 centímetros, os quais são disponibilizados publicamente para uma plataforma baseada no Google Earth, cuja escala de humidade varia de tons de azul (muito húmido) a castanho (muito seco).
A EUMETSAT chama a atenção que devem-se excluir as áreas urbanas, cujo erro por ruído, surgem na plataforma incorrectamente como áreas muito húmidas.
Segundo a EUMETSAT, a comparação dos conjuntos de dados ao longo dos últimos meses mostra que na Península Ibérica, estes têm sido muito secos . Os dados de anomalia (que mostram a diferença entre as estimativas reais e média) mostram que estas regiões apresentam-se são mais secas que o normal para a época.
No mês de Março, os solos secos e as condições de vento do quadrante Norte e Este, combinaram-se, gerando situações propícias a numerosos incêndios florestais no Noroeste Peninsular, uma situação atípica para esse mês. Face a esta situação anormal para o 1º trimestre do ano, o Alto Minho registou cerca de 900 ocorrências e uma área ardida de cerca de 2.650 hectares.
Segundo o Relatório de Abril sobre a Situação de Seca Meteorológica, o Instituto de Meteorologia refere o seguinte:
“Se os valores da quantidade de precipitação forem muito inferiores ao normal (Cenário 1), espera-se um aumento da intensidade da situação de seca, designadamente aumentando a extensão da seca extrema: 24% em seca severa e 76% em seca extrema.
Se a quantidade de precipitação for próxima do normal (cenário 2), espera-se uma diminuição da intensidade da seca em relação a 31 de março 2012, ficando: 1% em seca fraca, 29% em seca moderada, 69% em seca severa e 1% em seca extrema.
Se a quantidade de precipitação for muito superior ao normal (cenário 3), espera-se uma diminuição significativa da intensidade da situação de seca, no entanto esta ainda se mantém em quase todo o continente, exceto na região de Sines: 2% em situação normal, 40% em seca fraca e 58% em seca moderada.”
No mesmo documento de monitorização da situação, o IM procedeu à seguinte antevisão:
“Tendo em conta a previsão mensal do Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (ECMWF), que prevê valores acima do normal, para todo o território a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, nas semanas de 16/04 a 22/04 e de 23/04 a 29/04 e nas semanas de 30/04 a 06/05 e de 07/05 a 13/05 não é possível identificar a existência de sinal estatisticamente significativo, será mais provável que se mantenha a situação de seca meteorológica em Portugal Continental, no final de abril 2012, mas com um desagravamento da sua severidade, nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.”
A situação em Portugal é crítica, onde a floresta poderá vir a sofrer com um verão muito difícil, semelhante ao ocorrido no ano hidrológico de 2004-2005, caso não ocorram precipitações abundantes - as tão esperadas “águas mil”.
sábado, 14 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
GOVERNO REFORÇA MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIOS JÁ A PARTIR DE ABRIL
00:07
gtfsdoaltominho
O governo decidiu antecipar o designado Período Crítico que terá início no dia 1 de Abril, tendo como objectivo operacionalizar os meios e recursos normalmente desencadeados a partir de 1 de Julho, em situações normais na Fase Charlie.
“Igualmente, será antecipada a abertura de todos os Postos de Vigilância Fixa da Rede Nacional. Além disso, anunciou ainda o aluguer de um avião Beriev, que irá integrar o dispositivo de combate a incêndios a partir de 1 de Maio, o qual foi feito por ajuste directo, mas em condições mais favoráveis, cujo destino será a região Norte do país. Na Fase Bravo, graças ao acordo celebrado com um conceituado organismo espanhol de estudos sobre fogos florestais (CEAFF), serão integrados no dispositivo cerca de 12 elementos de técnicos analistas de incêndios e especialistas no uso do fogo de supressão, em substituição das equipas GAUF.”
“A contratação deste serviço ao organismo de combate de incêndios florestais de Espanha por 3 meses, assume-se como mais vantajosa comparativamente aos custos de anos anteriores e que serão inteiramente suportados pelo Fundo Florestal Permanente”, adiantou fonte. Os técnicos espanhóis, com larga experiência nos incêndios da Grécia trabalharão em conjunto com os técnicos do ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e Floresta) destacados para o combate aos incêndios.
"O Estado tem de se adaptar às circunstâncias", sustentou, salientando que dia 1 de Abril, "como prometido", as medidas especiais terão início para fazer face à situação especial que o país atravessa em matéria de incêndios florestais.
“Hoje, a situação é diferente à vivida em 2003 ou 2004, onde os incêndios destruíram milhares de hectares de floresta e onde se perderam vidas humanas. Quase todos os municípios portugueses encontram-se actualmente dotados de Gabinetes Técnicos Florestais e tendo desenvolvido nestes últimos 5 anos, um conjunto de acções previstas nos planos municipais de defesa da floresta contra incêndios, conferindo um maior conhecimento deste problema e tornando os seus técnicos mais experientes”. Planos estes que serão actualizados até Janeiro de 2013.
terça-feira, 27 de março de 2012
Na Mata da Albergaria Incêndio lavra em zona sensível do Parque Nacional da Peneda-Gerês
21:39
gtfsdoaltominho
Um incêndio deflagrou nesta terça-feira ao início da tarde numa zona próxima da Mata da Albergaria, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, num local de difícil acesso.
"É uma zona extremamente inclinada, com muita pedra e muita serra, onde a movimentação de meios terrestres é muito complicada", disse o comandante Hersílio Campos, do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Braga.
De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), o alerta para o incêndio, que lavra em Bouça de Mó, concelho de Terras de Bouro, foi dado às 15h26. No local estão 33 elementos operacionais, apoiados por oito veículos e dois helicópteros.
"Quando o fogo foi detectado já tinha alguma dimensão porque já estaria a lavrar há tempo. O ataque inicial foi prejudicado por isso, mas conhecendo a zona e o risco foi logo pedido um meio aéreo para ajudar a conter as chamas", afirmou o comandante Hersílio Campos.
Segundo a mesma fonte, às 17h estavam em curso 20 incêndios no distrito de Braga. Questionado sobre as eventuais causas para este número elevado de ocorrências, num dia em que se estima que os termómetros cheguem aos 27 graus, o comandante limitou-se a dizer que "não são as condições atmosféricas que fazem os incêndios".
No local estão os Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, que tiveram de desmobilizar os meios de outro incêndio que estava já em fase de rescaldo para este que lavra no parque nacional.
Fonte do CDOS disse à Lusa que as chamas estão a consumir uma zona sensível constituída por carvalhos seculares, mas o comandante Hersílio Campos disse desconhecer o tipo de vegetação afectada. "É uma zona de parque nacional e por isso toda ela é sensível por esse facto", referiu.
O lugar de Bouça da Mó fica perto da Mata da Albergaria, que está classificada pelo Conselho da Europa como Reserva Biogenética do Continente Europeu. É um dos mais importantes bosques do parque nacional, constituído por um carvalhal secular que inclui espécies características da fauna e da flora do Gerês.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Em 40 anos duplicaram os desastres naturais
12:31
gtfsdoaltominho
A frequência de desastres naturais anuais quadruplicou no mundo entre a década de 1970 e 2010, indica uma nota do Instituto de Meteorologia para assinalar, esta sexta-feira, o Dia Mundial da Meteorologia.
As menos de 100 ocorrências por ano dispararam para mais de 450 em quatro décadas, enquanto os prejuízos subiram de 7,6 mil milhões de euros para mais de 60 mil milhões em cada ano, em todo o mundo, ainda de acordo com os dados do IM.
Em 2005, quando o furacão "Katrina" atingiu a costa Oriental dos Estados Unidos, os prejuízos ultrapassam os 160 mil milhões de euros.
Os especialistas admitem que o aumento possa ser "exacerbado pelas alterações climáticas, hoje reconhecidas como inequívocas" pelo Painel Intergovernamental de Alterações Climáticas (IPCC na sigla em inglês).
A subida da temperatura média do ar e dos oceanos são consequências dessa realidade, que implica a diminuição do gelo nos pólos e a subida do nível médio da água do mar.
"Portugal não escapa igualmente a fenómenos meteorológicos e climáticos extremos", considera o IM, enunciando depois as inundações, os fogos florestais, as secas e as ondas de calor como as situações mais frequentes no país.
Em consequência, cita o ano de 2003, onde uma onda de calor terá sido a responsável pela morte de mais de duas mil pessoas e os fogos florestais nesse mesmo ano como os desastres que mais impacto tiveram.
Já quanto a prejuízos, as cheias na madeira em 2010 ocupam o topo da tabela, com custos de mil milhões de euros.
As secas são também destacadas na última década, designadamente a que ocorreu entre novembro de 2004 e fevereiro de 2006 e a atinge a totalidade Portugal Continental atualmente, de forma extrema ou severa.
É preciso eliminar os «constrangimentos à execução da política florestal»
00:14
gtfsdoaltominho
Daniel Campelo
Mudar o rumo do do Fundo Florestal Permanente, atrair poupanças ao investimento florestal e adaptar a política florestal às reais necessidades da florestas são alguns dos objectivos do Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, que antecipa ao Ambiente Online a estratégia do Governo para a floresta para os próximos anos.
Quais são as prioridades no sector e qual a estratégia para os próximos anos?
As prioridades no sector estão alinhadas com o conteúdo do Programa do XIX Governo Constitucional que definiu um conjunto de orientações que visam “um desenvolvimento sustentável que aumente o potencial produtivo agrícola, dinamize o mundo rural” e “torne a floresta um sector potenciador de riqueza, de biodiversidade, de equilíbrio ambiental e de um bom ordenamento do território”, que reflete de forma evidente a necessidade que o país tem de capitalizar todas as suas riquezas, onde os espaços florestais, que ocupam 64 por cento do território continental nunca poderiam ser menosprezados, numa perspetiva de sustentabilidade integrada.
Defendemos que a estratégia para os próximos anos passa por promover o crescimento pelo aumento do contributo dos sector florestal, estimulando o investimento, a estruturação e a rentabilização das explorações, através das seguintes linhas estratégicas: dinamizar o mercado fundiário rústico para a estruturação fundiária com vista à melhoria de rentabilidade das explorações agrícolas e florestais; estimular o maior aproveitamento e gestão do território rural e a mobilização das terras abandonadas, fomentando a expansão das explorações e a gestão rural;
dinamizar a gestão ativa e agrupada com escala como meio de defesa da floresta contra incêndios e redução deste e outros riscos;atrair o investimento e a poupança ao mundo rural e recuperar o padrão de investimento público e privado permanente sustentável na floresta, através do estímulo a instrumentos apropriados;
operacionalizar a informação sobre o território rural como meio para melhorar as medidas de política; promover a aplicação à propriedade rústica do princípio de beneficiar quem promove o uso da terra e de responsabilizar quem a abandona; estabelecer um quadro regulamentar favorável à dinamização dos processos de estruturação fundiária da propriedade rústica;assumir a gestão sustentável como pilar da gestão do território florestal;
dinamizar o mercado fundiário rústico e a mobilização das terras abandonadas ou disponíveis para arrendamento com vista à melhoria de rentabilidade das explorações agrícolas e florestais, adaptar e generalizar a todo o território rural a identificação georreferenciada dos prédios rústicos e das terras sem dono e em abandono, como base fundamental da gestão rural, que simultaneamente antecipe e prepare a generalização do cadastro a todo o País; estimular os produtores agrícolas e florestais e os outros agentes ativos no terreno na implementação das várias formas de gestão e conservação dos espaços rurais não competitivos;criar um quadro fiscal e financeiro favorável à gestão florestal e dos espaços naturais de longo prazo, bem como à atracção das poupanças ao investimento florestal.
A sustentabilidade do sector é uma das preocupações das associações florestais e o do próprio mercado. O que está a ser equacionado neste âmbito?Haverá mudanças, por exemplo, no Fundo Florestal Permanente?
A sustentabilidade tem que ser uma preocupação de toda a sociedade no geral e deste sector em particular, mas na verdade, o sector florestal é aos dias de hoje “prova viva” de que é possível retirar dividendos económicos, salvaguardando e conservando os bens naturais e de forma a envolver toda a sociedade, que são no fim, as prerrogativas da própria sustentabilidade. A floresta portuguesa tem História e faz História em cada dia.
Nós estamos empenhados em mudar o rumo que os apoios públicos têm assumido em Portugal, e o Fundo Florestal Permanente é um bom exemplo daquilo que pretendemos vincar; quaisquer apoios públicos ao investimento no sector devem ser transparentes, permitam o escrutínio público e que respeitem o espírito pelo qual foi criado este instrumento de: apoiar a gestão florestal sustentável, nas suas diferentes valências, a estratégia de reestruturação fundiária, de planeamento e de gestão florestal e o reforço da organização de capacidade técnica dos produtos florestais.
Mas o melhor que podemos fazer é mostrar e já tivemos oportunidade de transmitir aos agentes, em todas as oportunidades que surgiram para o efeito, que informação como a de que foram apoiados pelo Fundo um conjunto de 752 projetos e protocolos, no valor global de 226 milhões de euros desde 2004 e que atualmente, encontram-se em curso (contratados ou em contratação) um conjunto de 231 projetos e protocolos, que envolvem um valor de cerca de 52 milhões de euros de apoios, dos quais se encontram pagos cerca de 32 milhões, será o nosso modo de atuação. Informar, envolver e responsabilizar-nos pela nossa floresta é uma aposta nacional e a utilização de apoios tem de ser racional e ponderada.
Quando estará pronto a publicar o novo código florestal?
A política florestal nacional deve debruçar-se pela identificação de constrangimentos, quaisquer que sejam, sendo a legislação regulamentadora deste sector peça chave que deve ser desenhada por forma a servir numa fechadura, bem oleada e que permita abrir a porta do desenvolvimento nacional, se me permite a utilização da metáfora.
A nossa metodologia está assente na revisão de vários instrumentos legais e de planeamento, um a um, revogando a legislação que não mais se adapta, revendo a demais no sentido da sua simplificação, eliminando os constrangimentos à execução da política florestal, ou seja, adaptar às reais necessidades da floresta portuguesa e dos seus agentes. Estão já em fases diferentes de preparação, propostas de diplomas, que serão apresentados, discutidos e avaliados com as entidades do sector em matérias tão essenciais quanto as arborizações, baldios, caça, pesca, protecção do sobreiro e azinheira, defesa da floresta contra incêndios e zonas de intervenção florestal, entre outros.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Daniel Campelo quer envolver municípios na gestão de parques naturais.
10:16
gtfsdoaltominho
segunda-feira, 19 de março de 2012
O Ano Hidrológico 2011/12 e os incêndios florestais de 2012. O “Inferno” pode repetir-se!?
19:19
gtfsdoaltominho
Observando e analisando os dados meteorológicos, parece que a situação ao nível dos incêndios florestais é, sem dúvida alguma, potencialmente ameaçadora. Quando olhamos a situação meteorológica do Ano Hidrológico de 2004/05, recordamos os grandes incêndios florestais que afectaram o Alto Minho, tornando-se no pior ano de sempre no histórico da região. Se compararmos o actual ano hidrológico e relacionarmos com os dados de ocorrências e área ardida, os números ainda são mais assustadores, quer ao nível da agressividade da seca quer ao nível dos incêndios florestais:
- Em 2005, no 1º Trimestre, ocorreram no Alto Minho 634 ocorrências que consumiram um total de 1938,86 hectares de espaço florestal.
- Em 2012, até ao dia 19 de Março, ocorreram neste mesmo território, um total de 655 ocorrências que consumiram já cerca de 2300 hectares de espaço florestal.
O agravamento da seca neste mês de Março e as previsões pouco animadoras podem traduzir-se num aumento preocupante do risco de incêndios florestais, pela disponibilidade dos combustíveis, a reduzida humidade do solo, o aumento da carga de combustível fino morto e os reduzidos caudais dos pontos de água de combate a incêndios. Situações especiais vão obrigatoriamente requerer medidas especiais de prevenção. Para além das medidas que se prendem com a operacionalidade dos meios de combate, será fundamental a antecipação da abertura do sistema de vigilância fixa e móvel, um incremento da fiscalização e a antecipação da abertura do Período Crítico, caso se mantenham tão baixos os níveis de precipitação.
Num país que se debate com uma séria crise financeira, a “crise meteorológica” da qual dependem todos os sectores económicos, vem aprofundar ainda mais a situação de Portugal.














