sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Redução de meios humanos e materiais não comprometeu desempenho do Dispositivo

Metade da área ardida comparativamente a 2010

Realizou-se, no passado dia 15 de novembro, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, a sessão pública de avaliação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF'2011). O encontro foi presidido pelo Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e pela Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, tendo contado com a presença dos representantes de todas as entidades que assumem um determinante papel na prossecução dos objetivos daquele Dispositivo.
As fases mais vulneráveis do DECIF'2011 foram, este ano, caracterizadas por uma grande instabilidade meteorológica.
O mês de julho foi marcado por vento forte e valores médios da temperatura inferiores aos normais,seguindo-se quase dois meses em que se registou uma grande variabilidade na temperatura e ocorrência de precipitação. A partir do final de setembro e durante praticamente todo o mês de outubro, uma situação persistente de valores de temperatura muito acima do normal (+5ºC em média), associada a valores muito baixos de humidade relativa do ar, contribuiu para a propagação e severidade dos incêndios.
Ainda assim foi possível diminuir em 47% a área ardida em relação a 2010, e em 52% relativamente à média dos últimos 10 anos. Registou-se também uma redução no número de grandes incêndios (100 ou mais hectares): de 179 para 112. Esta diminuição, que este ano originou 53% da área ardida total, contrasta com os 76% de 2010.
O DECIF 2011 apresentou uma resposta muito eficaz, em linha aliás com a tendência de excelência que já vinha demonstrando desde anos anteriores. Houve uma evidente melhoria em alguns indicadores essenciais, como o tempo médio de saída do primeiro meio após o alerta, que desceu de 3 minutos para 2'51'', assim como do tempo médio de chegada do primeiro meio ao incêndio, que desceu de 14 minutos para 11'36''.
Algumas ações muito localizadas mostraram-se igualmente eficazes, como o Plano de Operações Nacional para o Parque Nacional da Peneda-Gerês, que preconizou a presença de forças em permanência, contribuindo desta forma para uma diminuição significativa do número de ocorrências e área ardida (de 27 ocorrências e 3905 hectares em 2010, para 4 ocorrências e 0,5 hectares em 2011). Outras medidas, como o treino operacional das Forças Armadas na proximidade de áreas de especial valor, contribuiram de forma expressiva para a redução do número de ocorrências naquelas áreas.
Ainda este ano, fruto da organização em agrupamentos de forças, agregando distritos adjacentes e com características semelhantes, foi possível atingir níveis de eficiência no reforço dos teatros de operações, tendo sido mobilizados desde 15 de Maio (início da Fase Bravo do DECIF) até 31 de Outubro, 2149 meios humanos.
Apesar do problema dos incêndios florestais em Portugal continental não estar resolvido, os agentes que o integram permitiram, pelo seu empenho, a obtenção de resultados positivos. A defesa da floresta contra incêndios é um imperativo colectivo, que a todos envolve, na protecção de um importante espaço na criação de valor e preservação do ambiente.


Fonte: BOLETIM PROCIV Nº 45, 
dezembro de 2011
Pag. 2.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Jornadas Técnicas de Defesa da Floresta Contra Incêndios

Explica o presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira, que “o município de Vila Nova de Cerveira tem vindo, sobretudo nos últimos anos, a apostar num conjunto de acções operacionais com vista à redução do número de ocorrências e à redução da área ardida”. E é nesse âmbito que surgem agora as Jornadas, “que serão uma mais-valia, pelo valioso trabalho formativo que representam”, conclui.
Entre as acções já levadas a cabo, o presidente lembra a melhoria da rede de infra-estruturas de defesa da floresta contra incêndios (pontos de água, caminhos e faixas de gestão de combustível), o incremento considerável de acções de sensibilização, de fiscalização e de vigilância e a aposta dos técnicos municipais na área do uso do fogo técnico.
Desde sempre, o Serviço Municipal de Protecção Civil tem colaborado com as diversas equipas e elementos da Protecção Civil do Concelho de Vila Nova de Cerveira, destacando-se o apoio formativo ao Corpo de Bombeiros Voluntários e à cooperação com a Junta de Freguesia de Covas na constituição da Unidade Local da Protecção Civil.
O Serviço Municipal de Protecção Civil iniciou, como referimos, no passado dia 26 de Novembro, mais esta acção pioneira, designada por Jornadas Técnicas de Defesa da Floresta Contra Incêndios Florestais – constituindo um conjunto de acções divulgativas, dirigidas aos combatentes das diversas equipas que actuam no território concelhio no combate aos incêndios florestais: Corpo de Bombeiros, Equipas de Sapadores Florestais e Unidade Local de Covas. Esta acção, sem qualquer custo para as entidades ou combatentes visa a uniformização formativa, abordando temas que até aqui eram do domínio exclusivamente técnico e nunca transmitidos a quem está na linha da frente – os combatentes - ao contrário do que ocorre nos demais países.

A acção, de cerca de 201 horas, distribuídas por 32 dias, visa dotar cerca de 45 combatentes de conhecimentos sobre: comportamento de fogo e aplicação de manobras e táticas, o protocolo de Segurança LACES e Zona do Homem Morto, a detecção de pontos quentes e técnicas de rescaldo e introdução à Linguagem e Sistema de Previsão de Campbell  (Campbell Prediction System Language - CPSL).
Esta iniciativa promovida pelo município de Vila Nova de Cerveira, através do seu SMPC, contará com a participação de combatentes provenientes do Corpo de Bombeiros de Cerveira e da Unidade Local de Covas. Para além da equipa de Sapadores Florestais do Concelho (SF 20-111), participam equipas de sapadores do concelho de Paredes de Coura (SF 23-111) e de Valença (SF 19-111).

As Jornadas Técnicas de Defesa da Floresta têm a colaboração do Comando Distrital de Operações e Socorro de Viana do Castelo, da Junta de Freguesia de Covas, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários e da Associação de Produtores Florestais do Vale do Minho.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Seminário Avaliação e Gestão de Riscos: PROTEC|GEORISK

Apresentação
A Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima (CIM Alto Minho) e a Fundação Fernão de Magalhães para o Desenvolvimento (FFMD) realizam no dia 6 de Dezembro, a partir das 09h00, o Seminário Avaliação e Gestão de Riscos: PROTEC|GEORISK, no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viana do Castelo.

O PROTEC|GEORISK – Protecção Civil e Gestão de Riscos no Alto Minho é um projecto promovido e coordenado pela CIM Alto Minho, que pretende reunir e produzir bases de dados geográficas, desenvolver e aplicar os modelos de análise espacial para avaliação multirisco de forma transversal aos municípios do Alto Minho, e servir de base para o processo de elaboração do planeamento regional e municipal, em particular os Planos Municipais de Emergência e Protecção Civil e desenvolver em paralelo um Sistema de Informação e gestão territorial do risco.
A FFMD colabora na implementação deste projecto, no que se refere à modelação espacial do risco, em parceria com diversas entidades do sistema científico e tecnológico nacional com experiência relevante ao nível da análise e gestão de riscos naturais e tecnológicos.
No sentido da promoção, da comunicação e dinâmica interna do projecto, assim como da divulgação externa que explicite a sua importância estratégica ao nível regional, este seminário visa a apresentação e lançamento público da Acção n.º 2 - Inventariação, produção e aquisição de cartografia de base e temática, no qual será apresentado o âmbito, o modelo de desenvolvimento e os produtos esperados no quadro deste projecto.

O seminário é dirigido aos responsáveis e técnicos municipais da Protecção Civil, dos municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira, outros agentes da Protecção Civil, responsáveis técnicos de entidades da administração e empresas, investigadores, técnicos e estudantes com experiência e interesse relevantes nestas temáticas.

Programa
09h00-09h30 | Recepção dos participantes e entrega de documentação
09h30-10h00 | Sessão de Abertura
                        António Rui Esteves Solheiro, Presidente do Conselho Executivo da CIM Alto Minho
                        Rui Teixeira, Presidente do IPVC
10h00-11h00 | Painel 1: Avaliação e Gestão de Riscos: o projecto PROTEC|GEORISK
                        Moderador: Prof. José Luís Zêzere, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa
10h00-10h20 | Protecção Civil, paradigmas e desafios
                        Urbano Fra Paleo, Universidade de Santiago de Compostela e Coordenador do curso de mitigação de riscos da NATO
10h20-10h40 | PROTEC|GEORISK - Protecção Civil e Gestão de Riscos no Alto Minho
                        Bruno Caldas, Técnico Superior da CIM Alto Minho
10h40-11h00 | Os instrumentos e metodologias para a Avaliação e Gestão de Riscos no Alto Minho
                        Joaquim Mamede Alonso, Instituto Politécnico de Viana do Castelo
11h00-11h30 | Pausa para café
11h30-12h30 | Painel 2: Gestão, Integração e Operacionalização de Riscos
                        Moderador: Carlos Rodrigues, Vice-presidente do IPVC
11h30-11h50 | Sustentabilidade territorial e a integração de riscos ambientais
                        João Honrado, Professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Investigador do CIBIO
11h50-12h10 | Boas Práticas de elaboração dos Planos Municipais de Emergência da Protecção Civil
                        Fernando Malha, Assessor da Administração da Empresa  Metacortex
12h10-12h30 | Operacionalidade da gestão de risco - Contexto e formas de intervenção
                        Eng.º Robalo Simões, Segundo Comandante Distrital da Protecção Civil*
12h30-13h00 | Discussão
13h00 | Encerramento
              Rui Pedro Julião, Subdirector Geral do Instituto Geográfico Português

* Participação a confirmar

Local
Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo http://portal.ipvc.pt/portal/page/portal/ipvc/ipvc_localizacao

Inscrições
Inscrições até dia 30 de Novembro 2011 através de correio electrónico:
mariana.fernandes@cim-altominho.pt

Final de novembro seco

De acordo com o Centro de Previsão do Instituto de Meteorologia, o estado do tempo em Portugal continental está a ser influenciado pela ação de um anticiclone, centrado a noroeste da Península Ibérica, que deverá intensificar a sua ação nos próximos dias.

Desta forma, até ao próximo domingo, prevê-se a continuação de tempo seco, com céu pouco nublado ou limpo, com o vento a soprar em geral fraco, predominando de nordeste.
Relativamente à temperatura, prevê-se a continuação de tempo frio, com acentuado arrefecimento noturno. As temperaturas mínimas, embora baixas, em particular na região norte, não atingirão valores negativos. As temperaturas máximas atingirão valores amenos para a época, na ordem dos 16ºC a 20ºC, em todo o território continental.
Prevê-se ainda a ocorrência de neblinas ou nevoeiros matinais, nos vales e terras baixas, que no interior norte podem persistir até ao final da manhã.
Sugere-se o acompanhamento desta informação através da página web do IM, I.P.






terça-feira, 22 de novembro de 2011

QUE SIRVA PARA APRENDERMOS!



Postado por: Emanuel Oliveira
SMPC/GTF de Vila Nova de Cerveira

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Plantação do Bosque Autóctone da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal

LOCAL: Eurocidade Valença-Tui
DIA: 23 de Novembro de 2011
HORA(Hora Local): 09h30

09:30 – 10h00 – Recepção aos partipantes e entrega de cédulas das árvores na Antiga Âlfandega de Valença.

10h00 – 10h30 – Abertura do Evento
Daniel CAMPELO - Secretário de Estado das Florestas
Samuel Juaréz Casado- Conselheiro de Meio Rural da Xunta da Galiza
Moisés Rodriguéz Pérez - Alcalde de Tui
Jorge Mendes - Presidente da Câmara de Valença do Minho.

10h30 – 11h00 – Transporte dos participantes Galegos e Portugueses ao Bosque Ibérico de Valença e ao Bosque Ibérico de Tui.

11h00 – Início da plantação de árvores no Bosque Ibérico de Valença  e no Bosque Ibérico de Tui
Daniel Campelo - Secretário de Estado das Florestas
Samuel Juaréz Casado - Conselheiro de Meio Rural da Xunta da Galiza.

13h00 – Recepção a Autoridades no  Parador de Tui.

INFORMAÇÃO:
Departamento de Comunicação
sribeiro@gnpaect.eu
telf. +34 986 135 126
http://www.gnpaect.eu/

Estimativa dos Impactes do Fumo resultante de Fogo Controlado e Incêndios Florestais

Desenvolvido e postado por: Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vila Nova de Cerveira

O fumo resultante da queima dos combustíveis em incêndios florestais ou fogo controlado produz materiais particulados cuja densidade limitam a visibilidade e produz gases nocivos que agravam situações de doenças respiratórias nos indivíduos mais susceptíveis. Estas pequenas partículas são inaláveis e respiráveis.
As partículas respiráveis em suspensão, derivado do seu ínfimo tamanho, têm um tempo de residência especialmente longo na atmosfera e penetram profundamente nos pulmões. Estas pequenas partículas constituintes do fumo causam ainda a dispersão da luz, reduzindo a visibilidade.

Nos Estados Unidos, devido aos grandes incêndios florestais, foram estabelecidas normas nacionais para a qualidade do ar relativamente aos poluentes considerados perigosos para a saúde pública e para o meio ambiente. Assim foram atribuídos níveis máximos para concentrações no ar de 1 hora, 8 horas e 24 horas dos seguintes poluentes e: dois tipos de Material Particulado fino (PM10 e PM2.5), dióxido de enxofre (SO2), dióxido de azoto (NO2), ozono, monóxido de carbono e chumbo (Tabela 1).

As Partículas Finas ou Inaláveis são classificadas em dois tipos:

PM10 – são aquelas cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 10 µm, sendo classificadas como partículas inaláveis grossas (2,5 a 10µm).
PM2.5 – são as partículas inaláveis finas (<2,5µm).

As partículas finas, devido ao seu ínfimo tamanho, podem atingir os alvéolos pulmonares, já as partículas ditas grossas ficam retidas na parte superior do sistema respiratório.

Este poluente – Material Particulado Inalável - é o que inspira maior preocupação derivado do fumo dos incêndios florestais ou dos fogos controlados. Estudos realizados nos EUA indicam que 90% das partículas do fumo emitido durante a queima são PM10 e cerca de 90% de PM10 é PM2.5 (Ward e Hardy, 1991). O mais recente estudo sobre os efeitos de partículas na saúde humana indicam que são as partículas finas, especialmente PM2.5, as responsáveis pelos efeitos na saúde, incluindo mortalidade, agravamento de doenças crónicas e pelo aumento do internamento hospitalar (Dockery e outros 1993, EPA , 1996).

Tabela 1 - Quantidade de Emissões de Poluentes na Queima de Combustíveis Florestais

Sendo assim cabe-nos, como técnicos responsáveis pela planificação de fogos controlados e, em matéria de protecção civil, apoiar tecnicamente na decisão no combate aos incêndios florestais e na planificação de emergência para a protecção de bens e vidas, tendo também em consideração com particular preocupação, o impacte dos fumos na saúde pública.
Hoje podemos contar com uma ferramenta muito útil na planificação das queimas e na emergência em incêndios, auxiliando-nos na prevenção, pela aplicação de medidas e acções que minimizem o impacte do fumo no ambiente e na saúde pública. Esta ferramenta digital é o VSmoke-Web é uma aplicação web baseada no programa VSmoke (Lavdas, 1996), e foi concebida para auxiliar na planificação das queimas prescritas levadas a cabo no sul dos Estados Unidos.


O VSmoke é um simples modelo de dispersão gaussiana do fumo que calcula isolinhas de concentração de fumo de superfície. A saída do modelo representa o pico de concentração horária de PM2.5 ou visibilidade (em desenvolvimento). Os valores de contorno e as suas cores correspondem ao PM 2.5 limites para o Índice de Qualidade do Ar (IQA) e reflectem os impactos potenciais para a saúde pública, variando de moderada a perigosos (mais informação sobre o IQA em AIRNow).

Índice da Qualidade do Ar

O Índice de Qualidade do Ar (AQI – Air Quality Index) indica o quanto é perigoso respirar o ar relativamente à quantidade dos vários poluentes, tais como o ozono e pequenas partículas (PM2.5). O fumo de incêndios florestais contém grandes quantidades de pequenas partículas perigosas (0.4 - 0.7 micrómetros de diâmetro). Nas áreas onde o AQI não está determinado, a medição do PM2.5 permite determinar a qualidade do ar. Os níveis do índice AQI ou as concentrações de PM2.5 reflectem o risco que é respirar o ar:

Tabela 2 - Nível de Risco para a Saúde com base no Índice de Qualidade do Ar (AQI)

Ora, vamos tomar agora um exemplo real e ver como funciona esta aplicação gratuita via web. A área em causa foi seleccionada uma vez que se encontra numa Zona de Interface Urbano Florestal e sempre que ocorre um incêndio florestal implica uma considerável concentração de meios. No mapa abaixo, podemos observar a área proposta para queima:

A localização da queima pode ser definida clicando no mapa ou inserindo os valores da Latitude e Longitude, obtidos através do GoogleEarth. Atenção que os valores a Latitude e Longitude devem ser inseridos em graus decimais (41.936286°; -8.729300°) ou graus + minutos decimais.

CARACTERÍSTICAS DA PARCELA

Área de Queima: 3 hectares, isto é 7,41 acres
Carga de Combustível: cerca de 41 ton (SI), isto é 45,1 toneladas curtas (Avoirdupois, US) de matos (Ulex europaeus).
 Tabela 3 - Estimativa da Carga de Combustível

Emissões PM2.5: Como valores de referência ao nível de emissões de PM2.5 por tonelada (curta) para os matos, utilizamos o valor atribuído a Chaparral, em fogo médio, cujo valor libertado de PM2.5 por tonelada (curta, US) é de 17,3 lbs (libras).
Outras Características:
  • Para uma efectividade muito alta, superior 75% (Buckley & Corkish, 1991) o grau de consumo de matos deverá ser entre 80% a 90%, pelo que optaremos por 85%. Para que os resultados sejam satisfatórios, os combustíveis deverão estar secos.
  • Tratando-se de uma queima, o método de ignição adoptado será de fogo de cauda, preferencialmente contra declive e contra-vento.
  • O vento esperado nesta encosta com exposição Sul, normalmente é de SE ou SW. Pelo que normalmente dada as características do relevo, produzem-se ventos erráticos e ventos de Sul anunciam normalmente instabilidade atmosférica. A velocidade do vento considerada é o intervalo óptimo para a queima (prescrição) nesta região, cerca de 12 km/h.
  • A altura da coluna de fumo dependerá da hora da queima e da estabilidade atmosférica, mas neste exemplo vamos tomar como valor de referência os 900 metros.(ver Glossário abaixo)
1. Estimativa do Impacte do Fumo resultante da Queima com Vento de Sudoeste (SW)


1.1 - Vista Geral da Aplicação com os dados (clique para aumentar)

 1.2 - Vista Particular do Impacte do Fumo (clique para aumentar)

2. Estimativa do Impacte do Fumo resultante da Queima com Vento de Sudeste (SE)




2.1 - Vista Geral da Aplicação com os dados (clique para aumentar)
 2.2 - Vista Particular do Impacte do Fumo (clique para aumentar)

CONCLUSÕES DO EXERCÍCIO

Em ambas situações, derivadas da direcção do vento de componente Sul, o impacte do fumo na saúde pública afectará de forma considerável as zonas populacionais. 
A queima efectuada com vento SW afectará lugares mais dispersos e rurais, com baixa concentração de população.
Pelo contrário, a queima efectuada com vento SE seria aquela que inspira maiores preocupações, pelo que não se deveria executar, pois o fumo terá um forte impacte na população, correndo sérios riscos para toda a população. É de salientar que dentro do perímetro definido pelas isolinhas de AQI, um Hospital, um Lar de Idosos e um Centro Escolar do Ensino Básico (com cerca de 300 crianças), encontram-se dentro dos níveis de Risco para a Saúde de Muito Mau e Perigoso.
Assim concluímos que devemos de evitar nesta parcela a queima com ventos do quadrante Sul e optarmos antes por acções que reúnam condições que minimizem o impacte sobre a população.

GLOSSÁRIO INGLÊS (US)-PORTUGUÊS (PT-PT)

MEDIDAS E CONVERSÕES (http://www.convertworld.com/pt/)
1 hectare = 2.47105 acres
1 kg = 2,2 lbs
1 lb = 0,45 kg
1000 lb = 0.5 ton (toneladas curtas, Avoirdupois, US)
Velocidade do Vento: 1 km/h = 1 mph


MÉTODO DE IGNIÇÃO (campo 2)
Backing/spot – fogo de cauda/fogo por pontos
Aerial/head – fogo de copas/comportamento de cabeça

CARGA DE COMBUSTÍVEL (campo 3)
Grass-erva, pasto
Shrub-arbustos
Litter-resíduos
Slash-corte

Light - Ligeira
Moderate - Moderada
Heavy - Pesada

CONDIÇÕES DE HUMIDADE DO COMBUSTÍVEL (campo 5)
Wet – molhado
Damp -húmido
Dry – seco
Very dry – muito seco

MIXING HEIGHT/ALTURA DA COLUNA DE FUMO (campo 6)


A Altura da Coluna de Fumo (Mixing Height) é a altura da coluna de fumo acima do nível do solo, a qual encontra-se relativamente vigorosa.
A baixa altura da coluna significa que os poluentes emitidos ficam retidos junto à superfície do solo.
A alta altura da coluna indica uma boa dispersão dos poluentes libertados pela queima.
A altura da coluna serve também para estimar em que medida o fumo se elevará e para interpretar as interacções produzidas durante a queima dos combustíveis e o comportamento do fogo.

A Altura da coluna é geralmente mais baixa à noite ou de manhã cedo e mais alta a meio da tarde. Este padrão diário provoca muitas vezes fumo que se concentra nas bacias e vales durante a manhã e que se dispersa posteriormente no ar da tarde.
A altura média da coluna de fumo pela manhã rondará entre os 300 m e para mais de 900 m acima do nível do solo (Holzworth 1972).
A altura máxima da coluna produz-se pela manhã nas zonas costeiras que estão influenciadas pelo ar húmido do mar e pela nebulosidade que inibem o arrefecimento por radiação durante a noite.
Durante a tarde altura média da coluna costuma ser maior do que pela manhã e varia entre menos de 600 m e mais de 1.400 m a partir do nível do solo.

As alturas mais baixas das colunas de fumo produzem-se durante o Inverno e ao longo da costa.
As alturas das colunas de fumo variam consideravelmente entre os locais e de dia para dia, pelo que Ferguson e outros autores (2001) geraram mapas detalhados e estimativas das Alturas das Colunas de Fumo nos Estados Unidos.

CLASSES DE ESTABILIDADE AMOSFÉRICA (campo 6)
Neutral – Neutro
Slightly Unstable – Ligeiramente Instável
Moderately Unstable – Moderadamente Instável
Extremely Unstable – Extremamente Instável

FASE DE COMBUSTÃO (ver tabela 1 de Emissões de Poluentes)
Flaming – arde com intensidade, com chama
Smoldering – fogo latente, arde sem chama
Fire average – fogo médio

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os Planos Directores Municipais de 2ª Geração e Planeamento da Defesa da Floresta Contra Incêndios

Encontrando-se a maioria dos Planos Directores Municipais (PDM´s) em revisão, importa abordar a forma como a política e estratégia do ordenamento florestal é para eles transposta, não só em termos de classificação e qualificação do solo, mas também e, em especial, no que respeita à problemática da defesa da floresta contra incêndios.
Se no que respeita à qualificação do solo florestal as alterações relativas aos PDM de 1.ª geração são substanciais, dado que terão que ser atendidos aspectos relacionados com a aprovação dos PROF´s e a densificação do RJIGT, no que respeita aos riscos naturais e, em concreto, aos riscos de incêndio florestal, a diferença é também acentuada face à estratégia definida para a prevenção e combate ao risco de incêndio, particularmente as que resultam da aprovação dos Planos Distritais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PDDFCI) e dos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI).
Neste sentido, para esclarecimento e sensibilização dos técnicos que exercem actividade nestas áreas e, em especial, os que estão ligados directamente à elaboração e revisão dos PDM, a CCDRC organiza o presente encontro técnico com os seguintes objectivos:
* Analisar e sistematizar a forma como o ordenamento florestal deve ser definido na revisão dos PDM´s, quer em termos de qualificação do solo, quer em termos de identificação das condicionantes.
* Verificar a forma de articulação entre os instrumentos de gestão territorial (PROF e PMOT) e os instrumentos de planeamento de defesa da floresta contra incêndios (PDDFCI, PMDFCI).

Este workshop vai realizar-se no Auditório da CCDRC, no dia 30 de Novembro de 2011.


Increva-se AQUI!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Serra d'Arga acolhe oficina temática sobre cogumelos sábado

Os Cogumelos voltam a estar em destaque na Serra d'Arga. A Câmara Municipal de Caminha vai promover duas oficinas sobre cogumelos silvestres "O Mundo dos Cogumelos".

Carlos Venade volta a ser o orientador destas oficinas, que estão inseridas na programação anual do CISA.
Pretende-se dar a conhecer aos participantes, através de uma saída de campo, a variedade e o potencial dos cogumelos silvestres, bem como as diferentes formas de os conservar e utilizar. As oficinas serão complementadas com a degustação de uma ementa temática.

O custo da inscrição é de 10 euros. Os interessados devem inscrever-se por e-mail para cisa@cm-caminha.pt ou através dos telefones 258 721 708 ou 914 476 461

A segunda oficina "O Mundo dos Cogumelos", terá lugar no dia 26 de Novembro, em Dem.

Postado por
Amélia Freitas
GTF Caminha

Risco de incêndio em outubro com valores acima da média

Em Outubro o risco médio de incêndio florestal, RCM, e o valor médio do índice meteorológico de risco de incêndio, FWI, foram os mais elevados desde 2006 e 2001, respetivamente, apresentando valores muito acima da média para este mês.

Este facto deveu-se fundamentalmente às elevadas temperaturas verificadas no território do continente, associadas a uma precipitação abaixo dos valores normais.
O mês de outubro foi o mais quente desde 1931, com um valor médio da temperatura máxima do ar no continente de 25.96º, muito acima do normal, correspondendo a uma anomalia de +4.73ºC. Houve persistência de dias quentes, registando-se um número de dias com temperatura máxima do ar superior ou igual a 25ºC (dias de verão) muito superior ao normal de 1971-2000, tendo ainda ocorrido duas ondas de calor.
O índice de seca foi bastante superior à média dos últimos 8 anos, sendo apenas superado pelo mês de outubro de 2005.
Estas condições refletiram-se no elevado número de ocorrências de incêndios e de área ardida, designadamente nos períodos mais quentes e mais secos do mês.
As taxas de acerto da previsão das classes do risco de incêndio difundidas pelo IM foram de 99,8% e 98,2%, para a previsão a 24 horas e a 48 horas, respetivamente.

Fonte: http://www.meteo.pt/

Postado por
Amélia Freitas
GTF Caminha

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