quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os Planos Directores Municipais de 2ª Geração e Planeamento da Defesa da Floresta Contra Incêndios

Encontrando-se a maioria dos Planos Directores Municipais (PDM´s) em revisão, importa abordar a forma como a política e estratégia do ordenamento florestal é para eles transposta, não só em termos de classificação e qualificação do solo, mas também e, em especial, no que respeita à problemática da defesa da floresta contra incêndios.
Se no que respeita à qualificação do solo florestal as alterações relativas aos PDM de 1.ª geração são substanciais, dado que terão que ser atendidos aspectos relacionados com a aprovação dos PROF´s e a densificação do RJIGT, no que respeita aos riscos naturais e, em concreto, aos riscos de incêndio florestal, a diferença é também acentuada face à estratégia definida para a prevenção e combate ao risco de incêndio, particularmente as que resultam da aprovação dos Planos Distritais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PDDFCI) e dos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI).
Neste sentido, para esclarecimento e sensibilização dos técnicos que exercem actividade nestas áreas e, em especial, os que estão ligados directamente à elaboração e revisão dos PDM, a CCDRC organiza o presente encontro técnico com os seguintes objectivos:
* Analisar e sistematizar a forma como o ordenamento florestal deve ser definido na revisão dos PDM´s, quer em termos de qualificação do solo, quer em termos de identificação das condicionantes.
* Verificar a forma de articulação entre os instrumentos de gestão territorial (PROF e PMOT) e os instrumentos de planeamento de defesa da floresta contra incêndios (PDDFCI, PMDFCI).

Este workshop vai realizar-se no Auditório da CCDRC, no dia 30 de Novembro de 2011.


Increva-se AQUI!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Serra d'Arga acolhe oficina temática sobre cogumelos sábado

Os Cogumelos voltam a estar em destaque na Serra d'Arga. A Câmara Municipal de Caminha vai promover duas oficinas sobre cogumelos silvestres "O Mundo dos Cogumelos".

Carlos Venade volta a ser o orientador destas oficinas, que estão inseridas na programação anual do CISA.
Pretende-se dar a conhecer aos participantes, através de uma saída de campo, a variedade e o potencial dos cogumelos silvestres, bem como as diferentes formas de os conservar e utilizar. As oficinas serão complementadas com a degustação de uma ementa temática.

O custo da inscrição é de 10 euros. Os interessados devem inscrever-se por e-mail para cisa@cm-caminha.pt ou através dos telefones 258 721 708 ou 914 476 461

A segunda oficina "O Mundo dos Cogumelos", terá lugar no dia 26 de Novembro, em Dem.

Postado por
Amélia Freitas
GTF Caminha

Risco de incêndio em outubro com valores acima da média

Em Outubro o risco médio de incêndio florestal, RCM, e o valor médio do índice meteorológico de risco de incêndio, FWI, foram os mais elevados desde 2006 e 2001, respetivamente, apresentando valores muito acima da média para este mês.

Este facto deveu-se fundamentalmente às elevadas temperaturas verificadas no território do continente, associadas a uma precipitação abaixo dos valores normais.
O mês de outubro foi o mais quente desde 1931, com um valor médio da temperatura máxima do ar no continente de 25.96º, muito acima do normal, correspondendo a uma anomalia de +4.73ºC. Houve persistência de dias quentes, registando-se um número de dias com temperatura máxima do ar superior ou igual a 25ºC (dias de verão) muito superior ao normal de 1971-2000, tendo ainda ocorrido duas ondas de calor.
O índice de seca foi bastante superior à média dos últimos 8 anos, sendo apenas superado pelo mês de outubro de 2005.
Estas condições refletiram-se no elevado número de ocorrências de incêndios e de área ardida, designadamente nos períodos mais quentes e mais secos do mês.
As taxas de acerto da previsão das classes do risco de incêndio difundidas pelo IM foram de 99,8% e 98,2%, para a previsão a 24 horas e a 48 horas, respetivamente.

Fonte: http://www.meteo.pt/

Postado por
Amélia Freitas
GTF Caminha

Alteração do crime de incêndio florestal e dos crimes de dano contra a natureza e de poluição.

Foi publicada hoje a Lei nº 56/2011 que altera o crime de incêndio florestal e os crimes de dano contra a natureza e de poluição, tipifica um novo crime de actividades perigosas para o ambiente.

Esta é a 28.ª alteração do Código Penal e transpõe a Directiva n.º 2008/99/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Novembro, e a Directiva n.º 2009/123/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Outubro.

Transcreve-se:

- do artigo 274.º - Incêndio florestal

... 1 – Quem provocar incêndio em terreno ocupado com floresta, incluindo matas, ou pastagem, mato, formações vegetais espontâneas ou em terreno agrícola, próprios ou alheios, é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.

- do artigo 278.º - Danos contra a natureza

1 – . . . . . . . . . . . . .

a) Eliminar, destruir ou capturar exemplares de espécies protegidas da fauna ou da flora selvagens ou eliminar exemplares de fauna ou flora em número significativo;
b) Destruir ou deteriorar significativamente habitat natural protegido ou habitat natural causando a estes perdas em espécies protegidas da fauna ou da flora selvagens ou em número significativo; ou
c). . . . . . . . . . . . .

é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa até 600 dias.

Documento na integra http://dre.pt/pdf1sdip/2011/11/21900/0486204863.pdf
 
Postado por
Amélia Freitas
GTF Caminha

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

COURA - Tintas Cin oferecem 5 equipamentos de protecção individual do bombeiros à corporação local

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura foi uma das corporações contempladas pela campanha "Proteja a sua madeira, proteja os nossos bombeiros", lançada pela marca de tintas CIN. Assim, e no decorrer ainda desta semana, vai receber, cinco "fire shelters" - equipamento de protecção individual.
 
O presidente da corporação courense, Barbosa da Silva, frisa que, em tempos de crise, "tudo o que vem a custo zero é benvindo". No distrito de Viana do Castelo, apenas duas corporações foram seleccionadas pela campanha das Tintas CIN, a courense e também a de Ponte de Lima. Ainda esta semana vão receber os cinco equipamentos de protecção individual do bombeiro, que se prevê serem tendas de campismo bem como o restante material necessário.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Introdução ao Comportamento do Fogo. Incêndios conduzidos pelo Combustível

São aqueles incêndios que queimam num dado tipo de combustível que encontra-se numa determinada condição que quando arde, cria tanta intensidade que impossibilita o seu controlo até que o fogo saia desse tipo de combustível em particular.
Incêndios conduzidos pelo combustível podem libertar energia suficiente para criar um microclima que se estende numa área considerável não ardida, ao redor do perímetro de influência do incêndio. Os combustíveis próximos do incêndio encontram-se dentro do ambiente de fogo.
 
O pico da curva de inflamabilidade é o momento principal para uma elevada libertação de energia.

Para a previsão do comportamento do fogo sob estas condições, considera-se o modelo e a idade dos combustíveis, tendo por base as 7 características principais que nos dão uma indicação do comportamento potencial do fogo num complexo de combustíveis:
a)    Carga de combustível
b)    Tamanho e forma
c)    Compactação
d)    Continuidade horizontal
e)    Disponibilidade vertical
f)    Conteúdo de humidade
g)    Conteúdo químico
h)    Temperatura do combustível (Campbell Prediction System Language)

Efeitos das Características dos Combustíveis nos Incêndios


Modelos de Combustível - Tabela de Rothermel

Segundo alguns analistas de incêndios florestais (Domingo Molina Terrén, UFF), os incêndios conduzidos pelo combustível apresentam 2 subtipos:

Subtipo Esfomeado

Este subtipo depende fundamentalmente da disponibilidade e da carga dos combustíveis. Com uma quantidade elevada de combustíveis disponíveis para arder podem-se libertar grandes quantidades de energia calorífica que não correspondem a comportamentos característicos de outras condicionantes, como o vento ou a topografia, mas antes cria as suas próprias condições, a sua própria meteorologia (ventos de sucção, faúlhas, radiação elevada, remoinhos, etc.), isto é, o ambiente de fogo.
Nas Regiões Norte e Centro de Portugal, em virtude das suas características de ocupação do solo, da evolução sócio-demográfica, tipo de propriedade e forma de gestão e estrutura florestal tem-se constatado cada vez mais a manifestação deste incêndios do subtipo esfomeado, devido ao abandono da gestão florestal e da agricultura, ganhando proporções que fogem da capacidade de controlo dos combatentes. Recorde-se os dias 19, 20 e 21 de Agosto de 2005 no Alto Minho, onde os grandes incêndios criaram o seu próprio ambiente, devorando naqueles dias milhares de hectares, percorrendo de Norte a Sul, de Este a Oeste, todo o distrito.

Subtipo Irregular ou Heterogéneo

Este subtipo encontra-se sob a influência da distribuição espacial do combustível, com zonas com mais ou menos carga, com mais ou menos humidade, etc.. De acordo com a distribuição do combustível, o incêndio numa mesma frente ora ganha ora perde intensidade, avançando irregularmente. Dá-se uma disposição irregular da frente, alternando segmentos com chama e outros sem chama.

Tácticas

As tácticas mais efectivas neste tipo de incêndios baseiam-se no uso do fogo táctico a partir de faixas de contenção num ataque indirecto sob combustíveis ligeiros.
Caso não seja possível construir faixas de contenção largas e seguras nos flancos, então deveremos de afastar as equipas de combate do tipo de combustível que resiste ao controlo, até que as condições atmosféricas ou de combustível alterem o comportamento do fogo.
O insistir constantemente numa táctica, com diversas tentativas para controlar um incêndio destas características, apoiadas muitas vezes em convencionais manobras com água, revela falta de entendimento do responsável pelo Comando de Operações sobre o comportamento do fogo e consequentemente, a falta de capacidade das equipas em defender as faixas.

Que fique claro que os tópicos aqui desenvolvidos são fundamentais para o entendimento de todos os combatentes, principalmente aqueles que têm responsabilidades pelo combate e pela vida dos que voluntariamente ou profissionalmente dão tudo por tudo por esta nobre causa – a Defesa da Floresta, de Bens e Vidas. Ainda resta muito para aprofundar sobre o combate com base no comportamento do fogo, as tácticas e métodos a adoptar, mas um blogue é muito limitativo para poder-se cumprir esse objectivo, pois ainda há muito que falar, analisar e discutir. Certo é que todos estamos convictos da importância da formação de todos os combatentes nesta temática, a qual não pode continuar a ser exclusivamente de âmbito técnico.


Desenvolvido e postado por:
Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira
Referencias: Campbell, Doug
Terrén Molina, Domingo - UFF

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Informação Ambiental Precisa para Incêndios Florestais - O Futuro!



Postado por:
Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira

Introdução ao Comportamento do Fogo. Incêndios conduzidos pela Topografia

Os incêndios florestais conduzidos pela topografia são aqueles incêndios que se desenvolvem segundo o eixo de propagação definido pelo território, isto é, a maior influência no comportamento do fogo é a variação da topografia. Por outras palavras, as variações na intensidade do comportamento do fogo podem prever-se se entendermos o efeito da topografia sobre a inflamabilidade do combustível, os ventos e o potencial de propagação.

Este tipo de incêndios dá-se em terrenos em que o declive, as encostas e as ravinas influenciam claramente a propagação. Muitos incêndios em Portugal enquadram-se neste tipo, devido à diversidade topográfica que caracteriza o território, principalmente as regiões Norte e Centro. Quanto maior é a diversidade topográfica de um dado território, maior será a dificuldade no controlo do incêndio, daí constatarmos a existência de grandes incêndios em distritos que apresentam estas características topográficas, tais como Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, entre outros.

O efeito dos acidentes topográficos (relevo) no comportamento do fogo pode ser profundo. O terreno pode variar acentuadamente através de uma zona, especialmente em territórios montanhosos. O terreno variável pode ocultar as estruturas do outro lado e limitar a nossa capacidade de visualizar as zonas mais baixas, dificultando a execução de manobras eficazes e seguras. Daí a necessidade de todo o combatente interpretar na perfeição a cartografia e de conhecer como se manifestará o fogo numa dada posição no terreno.

A topografia tem um impacto directo no estado dos combustíveis, tanto ao nível da sua disponibilidade como ao nível da susceptibilidade à combustão. As características topográficas alteram os processos normais de transferência de calor e modificam os padrões gerais do tempo atmosférico, produzindo assim condições meteorológicas locais – microclima. As diferenças de altitude e declive contribuem para as variações da temperatura e da humidade relativa, afectando por sua vez: a quantidade de precipitação recebida, a data em que o gelo ou neve se derrete e a data em que a vegetação seca.

Os incêndios conduzidos pela topografia são um dos tipos de incêndio onde os efeitos da variação da inflamabilidade dos combustíveis são muito aparentes. Neste caso, a hora do dia, a exposição e a localização do incêndio na topografia são ingredientes chave na previsão das variações no comportamento do fogo.
Neste tipo, destacam-se os seguintes cenários principais possíveis:
1.    Nas encostas
2.    Nas ravinas
3.    Nos colos




 Para fazer previsões para este tipo de incêndios, a chave é a topografia. Utilize uma carta do relevo.

Tácticas


As tácticas para um incêndio conduzido pela topografia cobrem todo o conjunto de métodos e tácticas de combate: ataque directo, indirecto, ataque combinado e fogo táctico.
Todas as tácticas podem ser seguras e efectivas ou podem converter-se em inseguras em alguma zona ou durante um dado período. O incêndio varia constantemente de posição na topografia ao mesmo tempo que muda a hora.
A inflamabilidade dos combustíveis não é constante durante o dia e, são quentes ou frios em várias exposições.
Quando muda a topografia, a meteorologia, a hora do dia e a posição do incêndio, há que reavaliar as tácticas para garantir a segurança e a eficiência do combate. Daí existirem tácticas para cada cenário, de acordo com a posição na topografia.

Todo o combatente, mas especialmente quem tem a responsabilidade pela disposição das equipas de combate, pela aplicação das tácticas, enfim pelo Comando das Operações, tem que obrigatoriamente conhecer na perfeição o Comportamento do Fogo, bem como as tácticas a adoptar em cada situação, procurando sempre antecipar-se a manifestações que coloquem em risco a segurança dos combatentes e a eficácia do combate. Ir ao “reboque do incêndio” não é combater o incêndio! Pelo que é necessária a antecipação e a aplicação de tácticas e isso implica um profundo conhecimento do território, a perfeita interpretação da cartografia e a avaliação do Comportamento do Fogo.
Desenvolvido e postado por:
Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira
Referencias: Campbell, Doug
Terrén Molina, Domingo - UFF

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

III Jornadas Micológicas do Corno de Bico - Paredes de Coura

As III Jornadas Micológicas do Corno de Bico, realizam-se nos dias 19 e 20 de Novembro na Paisagem Protegida do Corno de Bico, em Paredes de Coura, subordinadas ao tema “ Diversidade Micológica e Desenvolvimento Sustentável”.
Com a organização deste evento, que contará com a presença de especialistas, investigadores e produtores na área da Micologia, pretende-se genericamente promover os recursos turísticos, as paisagens e o património natural do Concelho de Paredes de Coura e da Paisagem Protegida do Corno de Bico e ao mesmo tempo, num salutar convívio com a natureza, demonstrar o potencial dos cogumelos como vector de desenvolvimento das regiões e economias de montanha, quer em termos gastronómicos, quer para outras utilizações, bem como mostrar aos participantes e potenciais empreendedores a viabilidade do sector em termos produtivos nas mais variadas áreas que envolvem a micologia.
Os preços de participação variam entre os 50€ Euros para os dois dias e os 30€ Euros para um dos dois dias.
Para mais informações os interessados poderão consultar o portal do Município de Paredes de Coura e da Paisagem Protegida do Corno de Bico, em: www.cm-paredes-coura / www.cornodebico.pt, respectivamente.
Para o esclarecimento de dúvidas e inscrições os eventuais interessados poderão contactar o secretariado pelo correio electrónico: jornadasmicologicas@cm-paredescoura.pt ou pelos telefones:             251780100/251780162 , ou então presencialmente nos serviços do Município de Paredes de Coura, durante o horário normal de expediente.
Em ordem a pautar este certame pela qualidade, as inscrições estão limitadas a 60 participantes e deverão ser efectuadas até ao dia 14 de Novembro.



Sara Gonçalves
GTF de Paredes de Coura

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Introdução ao Comportamento do Fogo. Incêndios conduzidos pelo Vento

Vamos tentar descrever aqui um tema que tem sido apenas objecto de estudo e de formação no âmbito técnico e colocado à margem da formação no nosso país dos combatentes de incêndios florestais – o Comportamento do Fogo.
O comum combatente já ouviu falar do triângulo do fogo, assim como do ambiente do fogo em incêndios florestais, isto é o conjunto de factores que condicionam um incêndio florestal:

Contudo, no combate é o comportamento do fogo que dita as “regras de jogo”, as variáveis que influenciam a intensidade do fogo, a velocidade de propagação da frente e o comprimento de chama que irá determinar as tácticas a adoptar no combate ao incêndio florestal. Pelo que o combatente deve fazer o simples de algo complexo, possuindo a necessária capacidade de antevisão das alterações, de forma a permitir uma antecipação na adopção de tácticas, com eficácia e segurança.
Todo o combatente deve ser capaz de diferenciar o tipo de incêndio que vai ou está a enfrentar, cuja previsão do comportamento obriga ao isolamento da força que domina e controla o incêndio. Muitas vezes duas forças combinam-se para influenciar esse comportamento, no entanto há uma força que “manda” mais que a outra. Com este artigo, vamos iniciar uma breve mas elucidativa introdução às forças que determinam o comportamento do fogo.

Os incêndios florestais podem ser classificados de acordo com o comportamento de fogo manifestado, causado pela mudança de um ou mais dos 3 factores condicionantes:


  1. Vento: a sua força e direcção actua sobre o incêndio.
  2. Combustível: as alterações no tipo ou modelo de combustível ou na inflamabilidade na rota da frente de chamas.
  3. Topografia: variações na forma do relevo, declive e exposição na rota da frente de chamas.

Incêndios conduzidos pelo Vento

São aqueles incêndios em que o motor principal na propagação é o vento, dependendo da sua força e do seu rumo. Por vezes o vento não é muito intenso, mas é o único factor a destacar (por ex.º: planície e homogénea). Neste caso, o incêndio corre à frente do vento, mas sem alterações significativas derivado de variações no combustível ou na topografia. Os incêndios dominados manifestam-se por adoptarem perímetros alongados na direcção do vento e no caso de gerarem-se faúlhas, podem produzir focos secundários, pelo que obrigam a uma atenção rigorosa na direcção da coluna convectiva.


 As Bases das Tácticas

Os prognósticos do vento são a chave de previsão do comportamento do fogo impulsionado por ele. É necessário estudar no local a influência deste e entender o quanto ou pouco fiável é a força e a direcção do vento.
 
Carta Geral (Europa) dos Ventos de Superfície


Gráfico de Ventos para o local previstos para cada altitude

Quando o incêndio é dominado pelo vento, a táctica preferencial é ancorar a cauda e estabelecer faixas de contenção pelos flancos num ataque directo.
O responsável pelo combate deve ser rápido na previsão de quando o vento deixa de dominar o incêndio, pois outro factor (combustível ou topografia) passará a dominar, obrigando à reavaliação da táctica.
As melhores estratégias baseiam-se no uso do fogo táctico, aproveitando o vento de sucção do próprio incêndio, apoiando-se em vias existentes ou em ataques mais convencionais.

Para todos os efeitos, a cabeça do incêndio avança muito mais rápido do que os meios de extinção para conter o avanço progressivo desde a cauda.
Os incêndios dominados pelo vento obrigam a manobras avançadas com vista a detecção e eliminação de focos secundários, bem como à criação de faixas de protecção com recurso ao uso de fogo táctico. Na 1ª intervenção ou no combate, é importante proceder-se em simultâneo à extinção das chamas e ao controlo da linha, bem como à fundamental atenção às projecções pelo que obriga a elementos adiantados para observação da coluna de fumo.

Desenvolvido e postado por:
Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira

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