terça-feira, 1 de novembro de 2011

Introdução ao Comportamento do Fogo. Incêndios conduzidos pelo Combustível

São aqueles incêndios que queimam num dado tipo de combustível que encontra-se numa determinada condição que quando arde, cria tanta intensidade que impossibilita o seu controlo até que o fogo saia desse tipo de combustível em particular.
Incêndios conduzidos pelo combustível podem libertar energia suficiente para criar um microclima que se estende numa área considerável não ardida, ao redor do perímetro de influência do incêndio. Os combustíveis próximos do incêndio encontram-se dentro do ambiente de fogo.
 
O pico da curva de inflamabilidade é o momento principal para uma elevada libertação de energia.

Para a previsão do comportamento do fogo sob estas condições, considera-se o modelo e a idade dos combustíveis, tendo por base as 7 características principais que nos dão uma indicação do comportamento potencial do fogo num complexo de combustíveis:
a)    Carga de combustível
b)    Tamanho e forma
c)    Compactação
d)    Continuidade horizontal
e)    Disponibilidade vertical
f)    Conteúdo de humidade
g)    Conteúdo químico
h)    Temperatura do combustível (Campbell Prediction System Language)

Efeitos das Características dos Combustíveis nos Incêndios


Modelos de Combustível - Tabela de Rothermel

Segundo alguns analistas de incêndios florestais (Domingo Molina Terrén, UFF), os incêndios conduzidos pelo combustível apresentam 2 subtipos:

Subtipo Esfomeado

Este subtipo depende fundamentalmente da disponibilidade e da carga dos combustíveis. Com uma quantidade elevada de combustíveis disponíveis para arder podem-se libertar grandes quantidades de energia calorífica que não correspondem a comportamentos característicos de outras condicionantes, como o vento ou a topografia, mas antes cria as suas próprias condições, a sua própria meteorologia (ventos de sucção, faúlhas, radiação elevada, remoinhos, etc.), isto é, o ambiente de fogo.
Nas Regiões Norte e Centro de Portugal, em virtude das suas características de ocupação do solo, da evolução sócio-demográfica, tipo de propriedade e forma de gestão e estrutura florestal tem-se constatado cada vez mais a manifestação deste incêndios do subtipo esfomeado, devido ao abandono da gestão florestal e da agricultura, ganhando proporções que fogem da capacidade de controlo dos combatentes. Recorde-se os dias 19, 20 e 21 de Agosto de 2005 no Alto Minho, onde os grandes incêndios criaram o seu próprio ambiente, devorando naqueles dias milhares de hectares, percorrendo de Norte a Sul, de Este a Oeste, todo o distrito.

Subtipo Irregular ou Heterogéneo

Este subtipo encontra-se sob a influência da distribuição espacial do combustível, com zonas com mais ou menos carga, com mais ou menos humidade, etc.. De acordo com a distribuição do combustível, o incêndio numa mesma frente ora ganha ora perde intensidade, avançando irregularmente. Dá-se uma disposição irregular da frente, alternando segmentos com chama e outros sem chama.

Tácticas

As tácticas mais efectivas neste tipo de incêndios baseiam-se no uso do fogo táctico a partir de faixas de contenção num ataque indirecto sob combustíveis ligeiros.
Caso não seja possível construir faixas de contenção largas e seguras nos flancos, então deveremos de afastar as equipas de combate do tipo de combustível que resiste ao controlo, até que as condições atmosféricas ou de combustível alterem o comportamento do fogo.
O insistir constantemente numa táctica, com diversas tentativas para controlar um incêndio destas características, apoiadas muitas vezes em convencionais manobras com água, revela falta de entendimento do responsável pelo Comando de Operações sobre o comportamento do fogo e consequentemente, a falta de capacidade das equipas em defender as faixas.

Que fique claro que os tópicos aqui desenvolvidos são fundamentais para o entendimento de todos os combatentes, principalmente aqueles que têm responsabilidades pelo combate e pela vida dos que voluntariamente ou profissionalmente dão tudo por tudo por esta nobre causa – a Defesa da Floresta, de Bens e Vidas. Ainda resta muito para aprofundar sobre o combate com base no comportamento do fogo, as tácticas e métodos a adoptar, mas um blogue é muito limitativo para poder-se cumprir esse objectivo, pois ainda há muito que falar, analisar e discutir. Certo é que todos estamos convictos da importância da formação de todos os combatentes nesta temática, a qual não pode continuar a ser exclusivamente de âmbito técnico.


Desenvolvido e postado por:
Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira
Referencias: Campbell, Doug
Terrén Molina, Domingo - UFF

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Informação Ambiental Precisa para Incêndios Florestais - O Futuro!



Postado por:
Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira

Introdução ao Comportamento do Fogo. Incêndios conduzidos pela Topografia

Os incêndios florestais conduzidos pela topografia são aqueles incêndios que se desenvolvem segundo o eixo de propagação definido pelo território, isto é, a maior influência no comportamento do fogo é a variação da topografia. Por outras palavras, as variações na intensidade do comportamento do fogo podem prever-se se entendermos o efeito da topografia sobre a inflamabilidade do combustível, os ventos e o potencial de propagação.

Este tipo de incêndios dá-se em terrenos em que o declive, as encostas e as ravinas influenciam claramente a propagação. Muitos incêndios em Portugal enquadram-se neste tipo, devido à diversidade topográfica que caracteriza o território, principalmente as regiões Norte e Centro. Quanto maior é a diversidade topográfica de um dado território, maior será a dificuldade no controlo do incêndio, daí constatarmos a existência de grandes incêndios em distritos que apresentam estas características topográficas, tais como Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, entre outros.

O efeito dos acidentes topográficos (relevo) no comportamento do fogo pode ser profundo. O terreno pode variar acentuadamente através de uma zona, especialmente em territórios montanhosos. O terreno variável pode ocultar as estruturas do outro lado e limitar a nossa capacidade de visualizar as zonas mais baixas, dificultando a execução de manobras eficazes e seguras. Daí a necessidade de todo o combatente interpretar na perfeição a cartografia e de conhecer como se manifestará o fogo numa dada posição no terreno.

A topografia tem um impacto directo no estado dos combustíveis, tanto ao nível da sua disponibilidade como ao nível da susceptibilidade à combustão. As características topográficas alteram os processos normais de transferência de calor e modificam os padrões gerais do tempo atmosférico, produzindo assim condições meteorológicas locais – microclima. As diferenças de altitude e declive contribuem para as variações da temperatura e da humidade relativa, afectando por sua vez: a quantidade de precipitação recebida, a data em que o gelo ou neve se derrete e a data em que a vegetação seca.

Os incêndios conduzidos pela topografia são um dos tipos de incêndio onde os efeitos da variação da inflamabilidade dos combustíveis são muito aparentes. Neste caso, a hora do dia, a exposição e a localização do incêndio na topografia são ingredientes chave na previsão das variações no comportamento do fogo.
Neste tipo, destacam-se os seguintes cenários principais possíveis:
1.    Nas encostas
2.    Nas ravinas
3.    Nos colos




 Para fazer previsões para este tipo de incêndios, a chave é a topografia. Utilize uma carta do relevo.

Tácticas


As tácticas para um incêndio conduzido pela topografia cobrem todo o conjunto de métodos e tácticas de combate: ataque directo, indirecto, ataque combinado e fogo táctico.
Todas as tácticas podem ser seguras e efectivas ou podem converter-se em inseguras em alguma zona ou durante um dado período. O incêndio varia constantemente de posição na topografia ao mesmo tempo que muda a hora.
A inflamabilidade dos combustíveis não é constante durante o dia e, são quentes ou frios em várias exposições.
Quando muda a topografia, a meteorologia, a hora do dia e a posição do incêndio, há que reavaliar as tácticas para garantir a segurança e a eficiência do combate. Daí existirem tácticas para cada cenário, de acordo com a posição na topografia.

Todo o combatente, mas especialmente quem tem a responsabilidade pela disposição das equipas de combate, pela aplicação das tácticas, enfim pelo Comando das Operações, tem que obrigatoriamente conhecer na perfeição o Comportamento do Fogo, bem como as tácticas a adoptar em cada situação, procurando sempre antecipar-se a manifestações que coloquem em risco a segurança dos combatentes e a eficácia do combate. Ir ao “reboque do incêndio” não é combater o incêndio! Pelo que é necessária a antecipação e a aplicação de tácticas e isso implica um profundo conhecimento do território, a perfeita interpretação da cartografia e a avaliação do Comportamento do Fogo.
Desenvolvido e postado por:
Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira
Referencias: Campbell, Doug
Terrén Molina, Domingo - UFF

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

III Jornadas Micológicas do Corno de Bico - Paredes de Coura

As III Jornadas Micológicas do Corno de Bico, realizam-se nos dias 19 e 20 de Novembro na Paisagem Protegida do Corno de Bico, em Paredes de Coura, subordinadas ao tema “ Diversidade Micológica e Desenvolvimento Sustentável”.
Com a organização deste evento, que contará com a presença de especialistas, investigadores e produtores na área da Micologia, pretende-se genericamente promover os recursos turísticos, as paisagens e o património natural do Concelho de Paredes de Coura e da Paisagem Protegida do Corno de Bico e ao mesmo tempo, num salutar convívio com a natureza, demonstrar o potencial dos cogumelos como vector de desenvolvimento das regiões e economias de montanha, quer em termos gastronómicos, quer para outras utilizações, bem como mostrar aos participantes e potenciais empreendedores a viabilidade do sector em termos produtivos nas mais variadas áreas que envolvem a micologia.
Os preços de participação variam entre os 50€ Euros para os dois dias e os 30€ Euros para um dos dois dias.
Para mais informações os interessados poderão consultar o portal do Município de Paredes de Coura e da Paisagem Protegida do Corno de Bico, em: www.cm-paredes-coura / www.cornodebico.pt, respectivamente.
Para o esclarecimento de dúvidas e inscrições os eventuais interessados poderão contactar o secretariado pelo correio electrónico: jornadasmicologicas@cm-paredescoura.pt ou pelos telefones:             251780100/251780162 , ou então presencialmente nos serviços do Município de Paredes de Coura, durante o horário normal de expediente.
Em ordem a pautar este certame pela qualidade, as inscrições estão limitadas a 60 participantes e deverão ser efectuadas até ao dia 14 de Novembro.



Sara Gonçalves
GTF de Paredes de Coura

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Introdução ao Comportamento do Fogo. Incêndios conduzidos pelo Vento

Vamos tentar descrever aqui um tema que tem sido apenas objecto de estudo e de formação no âmbito técnico e colocado à margem da formação no nosso país dos combatentes de incêndios florestais – o Comportamento do Fogo.
O comum combatente já ouviu falar do triângulo do fogo, assim como do ambiente do fogo em incêndios florestais, isto é o conjunto de factores que condicionam um incêndio florestal:

Contudo, no combate é o comportamento do fogo que dita as “regras de jogo”, as variáveis que influenciam a intensidade do fogo, a velocidade de propagação da frente e o comprimento de chama que irá determinar as tácticas a adoptar no combate ao incêndio florestal. Pelo que o combatente deve fazer o simples de algo complexo, possuindo a necessária capacidade de antevisão das alterações, de forma a permitir uma antecipação na adopção de tácticas, com eficácia e segurança.
Todo o combatente deve ser capaz de diferenciar o tipo de incêndio que vai ou está a enfrentar, cuja previsão do comportamento obriga ao isolamento da força que domina e controla o incêndio. Muitas vezes duas forças combinam-se para influenciar esse comportamento, no entanto há uma força que “manda” mais que a outra. Com este artigo, vamos iniciar uma breve mas elucidativa introdução às forças que determinam o comportamento do fogo.

Os incêndios florestais podem ser classificados de acordo com o comportamento de fogo manifestado, causado pela mudança de um ou mais dos 3 factores condicionantes:


  1. Vento: a sua força e direcção actua sobre o incêndio.
  2. Combustível: as alterações no tipo ou modelo de combustível ou na inflamabilidade na rota da frente de chamas.
  3. Topografia: variações na forma do relevo, declive e exposição na rota da frente de chamas.

Incêndios conduzidos pelo Vento

São aqueles incêndios em que o motor principal na propagação é o vento, dependendo da sua força e do seu rumo. Por vezes o vento não é muito intenso, mas é o único factor a destacar (por ex.º: planície e homogénea). Neste caso, o incêndio corre à frente do vento, mas sem alterações significativas derivado de variações no combustível ou na topografia. Os incêndios dominados manifestam-se por adoptarem perímetros alongados na direcção do vento e no caso de gerarem-se faúlhas, podem produzir focos secundários, pelo que obrigam a uma atenção rigorosa na direcção da coluna convectiva.


 As Bases das Tácticas

Os prognósticos do vento são a chave de previsão do comportamento do fogo impulsionado por ele. É necessário estudar no local a influência deste e entender o quanto ou pouco fiável é a força e a direcção do vento.
 
Carta Geral (Europa) dos Ventos de Superfície


Gráfico de Ventos para o local previstos para cada altitude

Quando o incêndio é dominado pelo vento, a táctica preferencial é ancorar a cauda e estabelecer faixas de contenção pelos flancos num ataque directo.
O responsável pelo combate deve ser rápido na previsão de quando o vento deixa de dominar o incêndio, pois outro factor (combustível ou topografia) passará a dominar, obrigando à reavaliação da táctica.
As melhores estratégias baseiam-se no uso do fogo táctico, aproveitando o vento de sucção do próprio incêndio, apoiando-se em vias existentes ou em ataques mais convencionais.

Para todos os efeitos, a cabeça do incêndio avança muito mais rápido do que os meios de extinção para conter o avanço progressivo desde a cauda.
Os incêndios dominados pelo vento obrigam a manobras avançadas com vista a detecção e eliminação de focos secundários, bem como à criação de faixas de protecção com recurso ao uso de fogo táctico. Na 1ª intervenção ou no combate, é importante proceder-se em simultâneo à extinção das chamas e ao controlo da linha, bem como à fundamental atenção às projecções pelo que obriga a elementos adiantados para observação da coluna de fumo.

Desenvolvido e postado por:
Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Outono que nos (des)espera!

Apesar de termos entrado no Outono, parece que acabamos de iniciar um Verão que tardou a chegar e que com ele arrastou para uma nova época de incêndios florestais nos primeiros dias do mês, o que levou à prorrogação do prazo do Período Crítico!


O mês de Outubro promete ser muito atípico para a época, com um calor tardio proveniente do Magrebe. Este mês pode ser muito quente em toda a península ibérica, contudo vai caracterizar-se por um calor muito suave, duradouro e com baixos valores de humidade. Esperando-se baixos valores de precipitação, principalmente no Sul de Portugal.


Previsão a para os próximos 8 dias: de 13 a 20 de Outubro

Segundo a NOAA, para a região do Alto Minho, durante a próxima semana não se espera qualquer precipitação, o céu começará a apresentar alguma nebulosidade a partir do dia 16, começando a dissipar a partir da tarde do dia 17 de outubro. As temperaturas oscilarão entre os 23 e os 25 ºC. A humidade relativa mínima rondará os 40% e a máxima cerca de 80 %. O Ponto de Orvalho rondará os 10 ºC. Quanto ao vento a 10 m apresenta-se fraco (Grau 2 na Escala de Beaufort) durante toda a semana, contudo no decurso do dia 16 apresentará oscilações na sua direcção, rodando de Sul para Oeste, isto devido à entrada de uma frente fria pouco activa.

O restante mês de Outubro

Apesar da NOAA, prever para a nossa região baixos valores de precipitação, vários estudiosos da meteorologia apontam que entre o dia 20 ao dia 28 espera-se a chegada de frentes atlânticas com precipitação afectando de Oeste a Este e chegando os ventos do sudoeste, adiantados a estas frentes.
Para os últimos dias de outubro espera-se uma descida da temperatura e o vento rodará para oeste e noroeste levando precipitação às regiões do nordeste da península e prevendo-se céu limpo no restante território.

Atenção que apesar da nebulosidade e de uma ligeira descida da temperatura, isto apenas pode interferir no comportamento do fogo, mas não reduz o risco de incêndio, pelo que obriga a uma maior atenção no uso do fogo por parte da população.

postado por: Emanuel Oliveira, 
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Governo vai reforçar meios de combate ao fogo até 15 de Outubro


A mesma fonte afirmou que o reforço operacional é uma entre outras medidas que o MAI está a estudar.

O reforço dos 360 bombeiros juntam-se aos 5.435 elementos que compõem o dispositivo da fase "Delta" de combate incêndios florestais, que começou no sábado.

Durante a fase "Delta", os bombeiros têm ao dispor 1.225 veículos e, até 15 de Outubro, 17 meios aéreos. A partir do dia 16 de Outubro estarão disponíveis os nove helicópteros da Empresa de Meios Aéreos (EMA), que serão activados segundo a avaliação do perigo e do risco de incêndio.

Segundo o MAI, o reforço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) deve-se às condições meteorológicas e ao aumento significativo do risco de incêndio.

A mesma fonte adiantou que no sábado foi o dia "mais severo" em termos meteorológicos desde 15 de maio.

in Jornal de Noticias


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Onda de calor em Portugal continental

O estado do tempo em Portugal continental está a ser influenciado por um anticiclone localizado a Noroeste da Península Ibérica estendendo-se em crista em direcção ao Mediterrâneo ocidental e dando origem a uma situação de tempo quente e seco com a predominância de uma corrente de leste, situação que se irá manter até dia 5.


A partir de dia 6 prevê-se uma pequena descida da temperatura máxima no litoral oeste, onde o vento soprará de Noroeste, descida esta que se estenderá a todo o território no dia 7.

Esta situação de persistência de tempo quente originou a entrada em onda de calor das estações de Braga, com 6 dias e Alcácer do Sal e Alvega com 7 dias.

2011-10-03

Instituto de Meteorologia, IP

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Incêndios Florestais no Arizona (EUA)



Postado por: Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Investigação de Causas de um Incêndio Florestal nas Canárias (Espanha)



Postado por: Emanuel de Oliveira
SMPC/GTF de Vila Nova de Cerveira

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