sábado, 3 de setembro de 2011

Meteorologia salvou as florestas em Agosto

As baixas temperaturas, a chuva e a ausência de ventos de Leste (massas de ar quente responsáveis pela propagação dos fogos) fizeram de Agosto um mês atípico. 2011 ficará para a história como o ano em que quase não se ouviu falar de incêndios.

Este último mês, arderam 12.771 hectares. Um valor muito longe do que foi registado em igual período do ano passado - 99.580 hectares, segundo dados da Autoridade Florestal Nacional. Em ocorrências, o número diminuiu para menos de metade: de 8.949 passou para 4076. Em 2011, e até 31 de Agosto, desapareceram 36.006 hectares de floresta. Faz agora um ano, somavam-se 125.225 hectares. "Estamos diante de um ano positivo", classifica Duarte Caldeira, presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros. A explicação de base é simples: condições meteorológicas "muito favoráveis". "O que se passou não tem paralelo com os perfis meteorológicos dos últimos cinco anos", diz, lembrando que Agosto costuma representar 70% da área ardida no ano.

Fonte: Artigo de Dina Margato, Jornal de Notícias - 03 de Setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CET de Defesa da Floresta Contra Incêndios





Candidaturas

Julho e Agosto de 2011
Matrículas Em Setembro de 2011
Início das aulas
19 de Setembro de 2011
Horário Laboral
Destinatários:
  • Titulares de um curso de ensino secundário ou de habilitação legalmente equivalente.
  • Indivíduos que tendo obtido aprovação em todas as disciplinas do 10.º e 11.º ano e tendo estado inscritos no 12.º ano de um curso de ensino secundário ou de habilitação legalmente equivalente não o tenham concluído.
  • Titulares de uma qualificação profissional de nível 3.
  • Titulares de um diploma de especialização tecnológica ou de um grau ou diploma de ensino superior que pretendam a sua requalificação profissional.
  • Indivíduos com idade igual ou superior a vinte e três anos a quem a ESAC reconheça, com base na sua experiencia anterior, capacidades e competências que os qualifiquem para o ingresso no CET em DFCI.
Saídas Profissionais:
  • Coordenação e formação de equipas de sapadores florestais em Associações Florestais, em Zonas de Intervenção Florestal e em Câmaras Municipais.
  • Brigadas AFOCELCA (Agrupamento Complementar de Empresas para Protecção contra incêndios) ao serviço das empresas de produção de pasta para papel.
  • Serviços, corporações e brigadas de Combate a Incêndios da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
  • Vigilantes e Guardas da Natureza sob dependência do ICNB (Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade).
  • Trabalho ao serviço da AFN (Autoridade Florestal Nacional) na área da prevenção e combate a incêndios florestais.
  • Especialização em DFCI de técnicos com formação superior.
Caracterização do Curso:
O CET em DFCI surge no sentido de colmatar a lacuna actualmente existente ao nível da formação técnica operacional na área de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
O curso confere competências para a coordenação e execução de operações no domínio da Defesa da Floresta Contra Incêndios relacionadas com: a prevenção, a pré-supressão, a primeira intervenção, o combate alargado, o rescaldo e a gestão pós-fogo. Apesar de centrado nas questões da DFCI, o curso também confere competências em todas as áreas de trabalho na floresta, incluindo a regeneração, a condução e a exploração florestal. É objectivo do curso dotar os formandos com capacidades que actualmente se encontram dispersas por várias entidades e organismos (AFN, ANPC, GNR, ICNB) tornando-os praticamente auto-suficientes em termos de DFCI ao nível da unidade de gestão florestal onde trabalham. Para tal os formandos irão contar com a colaboração de formadores provenientes de diferentes entidades que aceitaram colaborar com a ESAC na leccionação deste CET. Muito embora o local de formação esteja centralizado na ESAC, os formandos terão formação noutros locais do país. Uma componente fundamental da formação será constituída por um período de 500 horas em contexto de trabalho, durante o Verão, no qual os formandos deverão ser confrontados com situações reais de incêndio florestal.
O Curso é composto por Unidades de Formação (UF) com estrutura modular. Cada UF decorre normalmente às quintas, sextas e sábados (UF’s de 24 horas) ou às quartas, quintas, sextas e sábados (UF’s com duração superior).
Unidade de formação Horas ECTS
Aplicações informáticas
48 3.0
Segurança, higiene e saúde no trabalho
24
2.0
Técnicas de informação e comunicação
30
2.0
Botânica 32 2.0
Meteorologia e clima
24 1.5
Combustíveis e combustão
32 2.0
Cartografia e levantamentos
24 1.5
Sistemas de informação geográfica
34 2.0
Uso manutenção e segurança de ferramentas manuais
24 1.0
Planeamento e técnicas de fogo controlado
32 2.0
Práticas de fogo controlado
80 3.0
Inventário dos recursos florestais
24 1.0
Solos florestais
24 1.5
Máquinas e equipamentos
24 1.0
Uso manutenção e segurança de motorroçadoras
24 1.0
Uso manutenção e segurança de motosserras
24 1.0
Silvicultura preventiva
40 2.5
Recuperação de áreas queimadas
32 2.0
Silvopastorícia
24 1.0
Infra-estruturas DFCI
24 1.0
Educação ambiental e sensibilização
24 2.0
Recursos faunísticos
24 1.0
Actividades de pré-supressão
24 1.0
Tácticas e técnicas de fogo de supressão
24 1.5
Práticas de fogo de supressão
24 1.0
Uso de água no combate a incêndios florestais
24 1.0
Protecção civil
24 1.0
Investigação de causas de incêndios florestais
24 1.0
Análise de incêndios florestais
24 1.5
Formação em contexto de trabalho
500 15.0
TOTAL
1340 60.0

Aspectos Relevantes:

  • O Curso encontra-se estruturado de modo a corresponder às exigências legais para a credenciação em Fogo Técnico, cabendo no entanto à AFN a decisão final a este respeito.
  • Parcerias de formação com o Fórum Florestal, COTF e ENB.
  • Parcerias com diversas entidades para a realização da Formação em Contexto de Trabalho.
  • Possibilidade de creditação de disciplinas afins para os titulares de cursos superiores.
  • Os titulares do CET terão acesso facilitado ao Curso de Licenciatura em Engenharia dos Recursos Florestais.
  • A ESAC não garante o pagamento das despesas de deslocação, alimentação e alojamento quando a formação decorrer fora de Coimbra.
  • Os formandos deverão adquirir o respectivo equipamento de protecção individual.

Informações:


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fogo continua a destruir floresta, mato e casas no Texas e Oklahoma



Jornal da Noite - SIC
31.08.2011

Dia-a-dia de pilotos, mecânicos e bombeiros no combate aos fogos




Reportagem Especial - SIC

01.09.2011 12:34

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Explosão em fábrica de pirotecnia em Ponte da Barca provoca um ferido



Fonte: SIC Noticias

Ponte da Barca: Um ferido em explosão em fábrica de pirotecnia

Uma explosão numa fábrica de pirotecnia de Ponte de Barca provocou esta noite um ferido, tendo o incêndio que se seguiu alastrado para os montes vizinhos, disse à Lusa fonte dos bombeiros.


«Temos um ferido a registar, com uma fractura da clavícula. Trata-se de uma pessoa que sofreu uma queda, provavelmente na sequência da onda de choque que se seguiu à explosão», disse à Lusa o Comandante Distrital de Operações de Socorro.


Segundo Paulo Esteves, na altura da explosão da pirotecnia, pelas 23h de sexta-feira, em Oleiros, «não se encontrava ninguém no interior», segundo «indicação do proprietário».


«No entanto temos um grande incêndio no local e por isso estamos a tentar fazer segurança ao perímetro dos paióis. Além disso há o combater as chamas que alastraram ao monte e que se transformaram num incêndio florestal», explicou ainda.


Para o local foram mobilizados vários meios do INEM, além de dezenas de homens de seis corporações de bombeiros do distrito de Viana do Castelo.


Por questões de segurança, a estrada nacional que liga Ponte de Lima a Ponte de Barca foi cortada ao trânsito, no troço que passa junto à fábrica onde se registou a explosão.


O único ferido conhecido deste incidente foi evacuado para o hospital de Viana o Castelo.
Desconhecem-se, para já, as causas da explosão.


Lusa/SOL

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Temperaturas altas nos próximos dias em Portugal Continental

Com o anticiclone dos Açores a estender-se em crista até à Europa central, o Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto de Meteorologia, I.P. (IM) prevê para hoje e até à próxima quarta-feira, dia 10 de agosto, uma subida da temperatura máxima em todo o território do continente, que será mais acentuada durante o dia de amanhã, em especial no litoral oeste.

Para amanhã em Lisboa prevê-se uma temperatura máxima de 36ºC e para o Porto de 30ºC, valores acima da normal 1971-2000 para esta época. Para quarta-feira, dia 10, prevê-se novo aumento da temperatura, em especial nas regiões do interior norte e centro, com temperaturas máximas que poderão atingir 33ºC no Porto, 32ºC em Bragança, 38º em Évora, 37ºC em Beja e 32ºC em Faro.

A temperatura mínima registará também uma ligeira subida em todo o território.

O vento soprará em geral fraco do quadrante norte, com intensidade moderada de noroeste no litoral oeste.

O Instituto de Meteorologia, I.P. recomenda para este período alguns cuidados na exposição ao Sol e ao calor, particularmente aos grupos populacionais mais vulneráveis.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Na prática para que serve o Sistema de Previsão de Campbell!?

Abordamos o Sistema de Previsão de Campbell nos últimos posts e constatamos a sua operacionalidade na determinação do comportamento do fogo na frente de chamas, bem como a importância da formação de todos os combatentes ao nível da análise e ao nível da comunicação – a Linguagem.

E na prática como podemos usá-lo?

Seguidamente, como exemplo descreverei o comportamento de um incêndio em que participei este ano e que permite de certa forma validar o CPSL no campo, no que respeita ao comportamento do fogo num incêndio florestal, nas acções de vigilância activa pós-incêndio e nas manobras de rescaldo.

No passado dia 27 de Junho, por volta das 18:40 horas (cerca das 18 horas solares) deflagrou um pequeno incêndio, numa encosta Este do monte da Costa, freguesia de Cossourado, Concelho de Paredes de Coura, nos limites com os Concelhos de Valença e de Vila Nova de Cerveira. A ocorrência teve início num espaço ocupado por matos e algum pinhal regenerado e com origem junto ao perímetro de um incêndio ocorrido nas primeiras horas da manhã, ou seja por reacendimento.

O incêndio iniciou-se numa encosta “fria” àquela hora, mas quando chegou à linha de cumeada, ganhou intensidade e aumentou a sua velocidade de progressão, entrando em contacto com a encosta Oeste, coberta de combustíveis quentes. Sem muita acção do vento e evoluindo contra declive, ou seja em Médio Alinhamento (2/3), em pouco tempo o incêndio foi dominado, cujo combate foi facilitado com o apoio do meio aéreo ligeiro (arderam cerca de 6,5 hectares). Seguidamente, procedeu-se à manobra de rescaldo. A zona correspondente à cabeça e flanco direito mereceu um maior cuidado, devido à elevada quantidade de folhagem seca e húmus, derivada de uma plantação de cupressáceas, pelo que se abriu uma faixa com material de sapador apoiada com água e procedeu-se à eliminação de pontos quentes junto ao perímetro. A zona correspondente à cauda limitava com matos densos e eucaliptal, a qual obrigou a trabalhos de rescaldo e vigilância. O flanco esquerdo estava limitado por um caminho.

No dia 28 de Junho, pela manhã e tarde mantiveram-se as equipas de sapadores em vigilância com atenção especial à área correspondente à cauda, dada a densidade dos combustíveis limítrofes. Por volta das 16:00, enquanto a equipa de sapadores procedia à vigilância do perímetro a norte, eu e outro colega do SMPC, em conjunto com a Equipa de Protecção Florestal (GNR) local, aferíamos a área ardida. Quando entramos na encosta Oeste, constatamos o incendiar da copa da árvore de uma cupressácea por radiação do solo quente ardido. Apesar da distância, mas com o auxílio do vento forte (27 km/h), propagou-se o fogo às copas das árvores fora da faixa (cerca de 5 metros), conduzindo este reacendimento a um incêndio que lavrou cerca de 96 hectares de povoamento adulto e regenerado (de 6 anos). O incêndio progrediu a grande velocidade e com elevada intensidade sobre combustíveis quentes, a favor do vento e do declive. Durante o incêndio registaram-se diversos focos secundários resultantes de material incandescente projectado pelo vento e pela intensa coluna convectiva, bem como reacendimentos nas faixas de contenção.

Durante o combate, no Posto de Comando, procedi à elaboração do croqui do incêndio e à previsão do desenvolvimento futuro com base no comportamento do fogo. No final do incêndio, a área ardida levantada com recurso a GPS coincidiu com a previsão traçada no croqui horas antes! Estava testado o CPSL neste incêndio!

Ao analisarmos o comportamento deste incêndio, nas diversas etapas, desde o foco nascente até ao seu desfecho, podemos compreender que para além da necessidade das faixas de contenção terem que ser mais largas e que as árvores nos limítrofes, com copas não ardidas, terão que ser derrubadas, também temos que proceder à vigilância das partes do incêndio expostas de acordo com as curvas de inflamabilidade. Daí que torna-se importante mobilizar e localizar as equipas de acordo com as curvas horárias de inflamabilidade e prestando atenção aos restantes factores de alinhamento.

É fundamental que o técnico responsável, à semelhança dos combatentes, domine o Sistema de Previsão de Campbell, baseando-se na experiência no acompanhamento das ocorrências e na análise detalhada de cada incêndio, pequeno ou grande.

Fica aqui o desafio, pois só poderemos combater melhor se conhecermos melhor o inimigo – o Fogo!

Desenvolvido e postado por:

Emanuel de Oliveira

SMPC/GTF de Vª Nª de Cerveira

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mês de agosto inicia-se com precipitação em todo o continente

2011-08-01 (IM)


Hoje e amanhã, 1 e 2 de agosto, o continente está condicionado pelo cavamento de uma depressão na região do Golfo de Cádiz associado à aproximação de um vale em altitude.


Assim, o Centro de Previsão do Tempo do IM prevê a ocorrência de aguaceiros acompanhados de trovoada, mais significativos na região sul durante a tarde de hoje, e na região Norte e interior Centro no final do dia de hoje e início de amanhã.


A temperatura irá registar uma descida no interior Norte e Centro e o vento soprará moderado de noroeste, em particular no litoral a sul do Cabo Carvoeiro durante a tarde.


Esta situação terá como consequência a diminuição do risco de incêndio, para hoje e amanhã, que será reduzido em todo o País. Durante a tarde de amanhã prevê-se, para a região sul, a diminuição de nebulosidade sem ocorrência de precipitação.


Para dia 3, o continente estará sob a acção do anticiclone dos Açores, apresentando-se o céu pouco nublado ou limpo e haverá uma ligeira subida da temperatura máxima nas regiões do interior.


Nos dias 4 e 5, com a aproximação e passagem de sistemas frontais no norte da Península Ibérica, irá aumentar a nebulosidade nas regiões do Norte e litoral Centro, com probabilidade de ocorrência de precipitação fraca.


De acordo com a análise, efetuada pelo Centro de Previsão do IM, à informação disponível para o médio-prazo, as temperaturas terão tendência para um ligeiro aumento gradual a partir de 3 até ao dia 5, aproximando-se dos valores normais para a época a partir de dia 8.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

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