terça-feira, 19 de abril de 2011

Fogo Controlado em Caminha

Bissemanário Alto Minho, nº 952 de 18 de Abril de 2011

Técnicos de protecção civil pedem investimento na prevenção de incêndios

O presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil (ASPROCIVIL) apelou hoje para se investir nas medidas de prevenção de incêndios, uma vez que os meios de combate vão ser reduzidos este ano.

«O combate a incêndios não se faz só com os meios aéreos. Apostamos muito no princípio de que o combate a incêndios é uma consequência da falta de medidas de prevenção», disse Ricardo Ribeiro à Agência Lusa.

Questionado sobre a redução, este ano, dos meios envolvidos no combate aos incêndios, anunciada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e justificada pela «necessária contenção da despesa pública», o responsável disse ser «sempre preocupante».

«Apelamos que, em compensação a essa realidade que toda a gente compreende que é consequência da crise orçamental que o país vive, o Governo, as câmaras municipais, os proprietários dos terrenos, nomeadamente os agricultores e as associações de agricultores, e a Autoridade Nacional Florestal percebam que com menos meios há a necessidade de aumentar a fiscalização e as medidas de prevenção para diminuir o número de ignições», sublinhou.

Relembrando que todos os anos apela ao «aumento do enfoque dos decisores nas medidas de prevenção», Ricardo Ribeiro defendeu que «este ano, dada a realidade orçamental, é fundamental investir-se neste trabalho que antecede o tempo mais crítico dos incêndios».

«Se tal não acontecer, prevejo que a gente venha a ter problemas graves», alertou.

De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), o dispositivo especial de combate a incêndios de 2011 será constituído, na fase mais crítica de fogos (fase Charlie, entre 1 de Julho e 30 de Setembro), por 41 meios aéreos (34 helicópteros médios e ligeiros para ataque inicial, cinco helicópteros pesados e dois aviões médios anfíbios para ataque ampliado), segundo a ANPC.

Quanto aos meios terrestres, o dispositivo incluirá nesse período 9.210 elementos, 2.197 equipas, grupos ou brigadas das diferentes forças e serviços envolvidos e 2.019 viaturas, além de 12 máquinas de rasto, cedidas pela Autoridade Florestal Nacional.

Em 2010, estiveram operacionais na fase Charlie 9.985 elementos, 2.177 veículos e 56 meios aéreos.

Lusa/SOL

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Campanha de sensibilização contra incêndios - Valença * Porto Canal



Postado por Eduardo Afonso
SMPC/GTF de Valença

terça-feira, 12 de abril de 2011

Autoridade Florestal Nacional e Municípios do Alto Minho de mãos dadas no Fogo Controlado!

Apresentação no Alto Minho das Equipas de Fogo Controlado da AFN

No passado dia 5 de Abril foram apresentadas na Freguesia de Covas, em Vila Nova de Cerveira, as Equipas de Fogo Controlado (EFC n.º 1, 2 e 3) da Autoridade Florestal Nacional (AFN) que actuarão na Região Norte. Estas equipas constituídas ao abrigo do Despacho N.º 21/2011 têm por como missão desenvolver um conjunto de acções de promoção e execução de fogo controlado, fundamentalmente nos Perímetros Florestais.

As equipas são coordenadas pelos Coordenadores de Prevenção Estrutural (CPE) Eng.º António Vivas (EFC 1), Eng.º Edgar Bragadas (EFC 2) e Eng.º Eduardo Carvalho (EFC 3). A coordenação no distrito de Viana do Castelo das acções de fogo controlado é da competência do Mestre Ivo Gomes (CPE de Viana do Castelo).

Estas equipas encontram-se dotadas de equipamento adequado, como sejam viaturas equipadas com kit de intervenção e equipamentos de protecção individual, para a realização e apoio às acções de fogo controlado.

A apresentação decorreu no Salão Nobre da Sede da Junta de Freguesia de Covas, na presença do Comandante Distrital Tenente-Coronel Paulo Esteves, do Presidente da Junta de Freguesia Dr. Rui Esteves e contou ainda com 3 técnicos da empresa NATUTECNÍA (Elementos das EPRIF's da Galiza), os técnicos do SMPC/GTF de Vila Nova de Cerveira, dos GTF's de Valença, de Caminha, de Viana do Castelo e de Paredes de Coura, assim como o representante dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo, da Corporação de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira e as equipas de Sapadores Florestais de Valença (SF 19-111) e de Vª Nª de Cerveira (SF 20-111).

Após a reunião de apresentação procedeu-se ao “briefing” para a estruturação da acção de queima prevista, cujo objectivo foi a eliminação de pontos críticos com vista à protecção do povoamento florestal do baldio de Covas e do lugar de Vilares. Igualmente, da parte da tarde levaram-se a cabo acções de queima para protecção do lugar de Tojal, na Freguesia de Arga de Cima, Concelho de Caminha.

Esta primeira acção conjunta no Alto Minho demonstra a necessidade de integração dos técnicos dos GTF's da região que se encontram em fase final de formação em fogo controlado (promovida pelo Governo Civil de Viana do Castelo). Salienta-se a importância, dado o papel dos técnicos dos GTF's na organização e na preparação das parcelas para posteriormente serem sujeitas à acção integrada de queima, com a participação de elementos oriundos de diversas entidades. Para além da preparação das parcelas, os técnicos dos GTF's assumiram a organização dos meios, a análise da prescrição e comportamento do fogo, bem como a acção de queima, sob a supervisão e coordenação dos responsáveis das EFC's da AFN.

A integração dos técnicos municipais, sapadores florestais, bombeiros e técnicos da AFN neste trabalho conjunto, contribui para o trabalho de preparação para o Período Crítico, como formação e na aproximação dos diversos intervenientes no combate a incêndios; bem como para a necessária gestão de combustíveis com vista ao aumento da resiliência aos incêndios florestais , cuja acção conjunta e de cooperação pública permite a sua aplicação a custos muito mais reduzidos e de maior eficácia para o Alto Minho.

Veja o Vídeo!



Postado por: Emanuel de Oliveira
SMPC-GTF de Vila Nova de Cerveira

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Período Crítico 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Conferência FireParadox e Recuperação de Áreas Ardidas- 14 de Abril


Postado por: Amélia Freitas - GTF Caminha

quarta-feira, 23 de março de 2011

Wildfire 2011 - 5th International Wildland Fire Conference

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia Mundial da Floresta em Viana do Castelo




Autoridade Florestal Nacional criou oito equipas de Fogo Controlado

09.03.2011
Lusa

A Autoridade Florestal Nacional (AFN) criou oito equipas de Fogo Controlado que este ano, só na região Norte, deverão proceder à gestão de 1500 hectares através desta técnica, disse fonte do
organismo.
O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, participou hoje numa jornada de “ Defesa da Floresta ” que o levou a percorrer num veículo todo-o-terreno o concelho de Ribeira de Pena.
Durante a iniciativa, o governante assistiu a uma acção de fogo controlado, observou a abertura de aceiros florestais (faixas limpas de vegetação), à limpeza de mato por parte de equipas de
sapadores florestais e ainda plantou um carvalho numa linha de água.
Henrique Reis, da equipa multidisciplinar de defesa da floresta da AFN, referiu que foram criadas oito equipas de Fogo Controlado, três das quais estão a operar no Norte do pa ís.
O fogo controlado é uma ferramenta de gestão de espaços florestais, que consiste no uso do fogo sob condições específicas, tempo seco e frio, e sob responsabilidade de um técnico credenciado da AFN.
Henrique Reis salientou que se trata de um método “mais barato ”, já que utiliza menos recursos para fazer a gestão e acrescentou ainda que cada hectare limpo com recurso ao fogo controlado
“protege ” cerca de 20 hectares de floresta.
Este ano, j á foram intervencionados 525 hectares com recurso a esta técnica, perspectivando -se atingir os 1500 hectares.
Nos trabalhos de prevenção juntam -se ainda as acções desenvolvidas pelas 292 equipas de sapadores florestais que existem em todo o país, cada uma das quais constituída por cinco
elementos. Na região Norte, encontram -se a operar 118 equipas.
Para além da gestão de combustíveis, estas equipas actuam ainda a n ível do apoio às ac ções de fogo controlado, da vigilância e do combate aos incêndios florestais.
Segundo Henrique Dias, no ano passado estas equipas intervieram em 1800 hectares, prevendo -se que atinjam um valor idêntico no decorrer deste ano.
Em 2010, a Direcção Regional de Florestas do Norte (DRFN) reactivou a actividade do sector das máquinas, indo buscar cinco operadores que se encontravam nos quadros de mobilidade especial do Ministério da Agricultura.
Em três meses, estas máquinas beneficiaram quase 150 quilómetros e, segundo Rogério Rodrigues, da DRFN, o objectivo para este ano é chegar aos 250 quilómetros de intervenção em aceiros e caminhos florestais.
O responsável referiu ainda que, este ano, vão ser candidatados ao Proder projectos para beneficiar cerca de mil hectares de floresta, prevendo -se que sejam beneficiados mais cerca de mil através dos meios próprios da AFN.
Só em Ribeira de Pena, deverão ser intervencionados 600 hectares. No último Verão, este concelho foi afectado por um grande inc êndio que se propagou para os concelhos vizinhos e
queimou cerca de quatro mil hectares. Durante o mês de Abril, o material lenhoso resultante deste inc êndio vai a hasta pública.

VALENÇA: Semana da Protecção Civil e Ambiente


Postado por: Eduardo Afonso
SMPC-GTF Valença

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