domingo, 22 de agosto de 2010

Apoios só depois de terminada a época de incêndios

As ajudas financeiras aos agricultores que sofreram danos com os incêndios só podem ser dadas depois de feito o levantamento dos danos e estragos sofridos.


"Em momentos de combate aos incêndios temos é que ajudar as populações e preparar instrumentos de auxílio. Apresentamos há duas semanas as linhas de intervenção aos agricultores com prejuízos, mas a época de incêndios ainda não terminou e temos de esperar pelo levantamento dos estragos", afirmou António Serrano, à margem do 28.º Congresso Internacional de Horticultura que decorre até dia 28 de Agosto, no Centro de Congressos de Lisboa.

O governante acrescentou que "logo que o processo de quantificação de todos os danos esteja concluído serão tomadas as medidas necessárias que possam minimizar a perda do potencial produtivo afectado, que promovam o ordenamento e recuperação de povoamentos e estabilizem o solo após o incêndio".

Quanto a rapidez dessa ajuda, António Serrano explicou não ser possível mais celeridade e deu como exemplo o vendaval do Oeste que, embora tenha acontecido em Dezembro passado, só agora começam a chegar as primeiras ajudas.

"O vendaval no oeste foi a resposta mais rápida que houve até hoje. Não houve operação em Portugal de larga escala que tivesse este tipo de resposta", afirmou o ministro.

António Serrano disse ainda querer "tranquilizar os agricultores afectados", garantindo que "vão ter o apoio do Estado" e lembrou algumas das linhas de intervenção e apoio apresentadas há duas semanas, entre as quais ajudas à alimentação animal, apoios a quem perdeu máquinas e equipamentos e ajudas à floresta, incluindo reflorestação.

Diário Económico com Lusa
22/08/10 20:55

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Primeira quinzena de Agosto quente - IM

A primeira quinzena de Agosto foi caracterizada, em geral, pela influência de uma corrente de Leste que transportou na sua circulação uma massa de ar quente e seco, situação que conduziu à persistência de temperaturas elevadas e à ocorrência de uma onda de calor, registada em várias estações da rede do IM.

No período de 1 a 15 de Agosto, o território continental registou uma média da temperatura máxima do ar de 32,8ºC, o que significa uma anomalia de + 4ºC em relação ao valor normal mensal de 1971-2000 (28,8ºC). Relativamente à temperatura mínima do ar, no período em análise registou-se uma média de 17,3ºC, traduzindo-se numa anomalia de +1,8ºC, em relação ao valor normal do mês (15,5ºC).

Neste período, os maiores valores da temperatura máxima do ar observados foram de 42,3ºC na Amareleja no dia 11, 42,0ºC em Tomar e 41,9ºC em Alvega, ambos no dia 8. As maiores temperaturas mínimas verificadas neste período registaram-se em Faro com 27.2ºC no dia 12, em Portalegre com 26,5ºC no dia 10 e em Lisboa com 26,4ºC nos dias 10 e 11.

Relativamente ao risco meteorológico de incêndio (FWI), os primeiros 15 dias do mês caracterizaram-se por valores de risco elevado a máximo nas regiões do interior Norte e Centro.

Da análise do comportamento do risco de incêndio médio, da área ardida e do número de ocorrências, para os primeiros 15 dias do mês de Agosto, no período 2006-2010, verifica-se que os anos de 2006 e 2010 são os que apresentam maiores valores de risco médio, de área ardida e também do número de ocorrências para o período em análise.

Comparando com os anos anteriores, verifica-se que o valor médio do FWI de 2010 é o mais elevado, relativamente ao período homologo dos últimos anos, sendo bastante próximo do obtido em 2006.

Comparando os primeiros 15 dias de Agosto deste ano com os respectivos dias de Agosto de 2003, 2005 e 2006 (considerados os anos mais gravosos da última década para os fogos florestais) pode observar-se que, em geral, para todos os Distritos os valores das áreas de risco muito elevado estão próximas das observadas em 2006. Desta comparação realça-se o dia 11 de Agosto de 2010, com valores muito elevados de área de risco.

Instituto de Meteorologia, 2010-08-20


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Incêndios Florestais nos Jornais de 18-08-2010


Incêndios 2010


Este é o mapa obtido através da plataforma Global Fire Information Management System (GFIMS), disponibilizada pelo Departamento de Recursos Naturais (NRD) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), dos incêndios activos desde 01/06/2010, no território português. Verifica-se claramente que os a mancha se concentra nos distritos das regiões do Norte e Centro Litoral.

Este é o mapa das áreas comunitárias ou baldias submetidas a Regime Florestal. (Fonte: Programa Nacional para a Valorização dos Territórios Comunitários).

É interessante verificar que, à excepção do distrito do Porto e Aveiro (Litoral), o grosso das ocorrências coicidem com áreas públicas, para além de coicidirem com áreas protegidas e classificadas, destacando-se o Parque Nacional Peneda Gerês.

Amélia Freitas
SMPC/GTF Caminha

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Incêndios Florestais nos Jornais de 17-08-2010


domingo, 15 de agosto de 2010

Incêndios Florestais nos Jornais de 15-08-2010


sábado, 14 de agosto de 2010

Incêndios Florestais nos Jornais de 14-08-2010




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Incêndio na Galiza mata dois Sapadores Florestais

Incêndios Florestais nos Jornais de 13-08-2010






quinta-feira, 12 de agosto de 2010

GFIMS - Uma Plataforma de Gestão de Informação de Incêndios Florestais



Os Gabinetes Técnicos Florestais têm hoje uma nova ferramenta para o combate aos incêndios florestais. O Departamento de Recursos Naturais (NRD) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) acaba de publicar um site que identifica, quase em tempo real, os pontos de ocorrência de incêndio florestais detectados em todo o mundo.

O Site denominado Global Fire Information Management System (GFIMS), trata-se de um projecto desenvolvido em parceria com a Universidade de Maryland (Estados Unidos) e recorre aos satélites da NASA para mostrar as imagens cartográficas online (MODIS).

O Departamento de Recursos Naturais (NRD) da FAO explica que há um desfasamento de cerca de duas horas desde o rastreamento satélite até à disponibilização dos dados pelo que nos permitirá obter dados essenciais enquanto o fogo está activo.

Os utilizadores desta importante plataforma podem activar um sistema de alerta por correio electrónico sobre um dado território. De momento a informação publicada pelo GFIMS está disponível em inglês, francês e espanhol.


O GFIMS fornece informações hotspot / fire dos incêndios florestais através de:
  1. Mensagem de correio electrónico e texto - Global Fire Alertas Email;

  2. WebGIS Interactivo - Web Fire Mapper;

  3. Últimos dados hotspot / fire para download (formato ESRI e arquivos de texto, NASA WorldWind Plugin, Google Earth ™ KML, OGC WMS);

  4. Subconjunto de imagens MODIS.

Dados de Incêndios Activos

O GFIMS oferece diversos formatos de dados "MODIS hotspot /active fire" que os usuários possam descarregar:

Arquivos de Texto “active fires / hotspots”

Arquivos de texto “active fires / hotspots” diários dos últimos 2 meses, podem ser descarregados a partir do seguinte site FTP: ftp://mapsftp.geog.umd.edu.

Active fires / hotspot shapefiles

As Detecções de incêndios “active fires / hotspots” em formato shapefile, estão disponíveis para as últimas 24 horas, 48 horas e períodos de 7 dias.

Web Fire Mapper WMS

O "Web Fire Mapper WMS" (versão 1.1.1) oferece o "padrão Open GIS Consortium e serviços on-line interface de mapeamento" Web Map Service (WMS). " Usando WMS, pode deixar o gabinete ou clientes da Web GIS aceder aos dados das últimas 24 e 48 horas à Web Fire Mapper.

Google Earth / KML

O GFIMS fornece ficheiros KML (Keyhole Markup Language) para a visualização das detecções de hotspots de incêndios florestais durante as últimas 24 horas e 48 horas, para uso em Software como Google Earth.

Conector "NASA World Wind" para detecções hotspot de incêndio de incêndios activos

O GFIMS fornece um conector para a aplicação "NASA World Wind" na visualização de detecções de hotspots de incêndio nas últimas 48 horas.

Climate Modeling Grid (CMG)

Os produtos CMG de incêndios florestais são resumos estatísticos da quadrícula da informação de pixeis de de incêndios, para uso em modelos regionais e globais. Os produtos são fornecidos em resolução espacial a 0,5 ° em períodos mensais e de 8 dias. Os produtos apresentam-se em formatos FITS e HDF. Para obter mais informações sobre o produto CMG, consulte o Guia do Usuário do MODIS Fire (2,5 MB). Os produtos de CMG estão disponíveis através de FTP.


Pelo pouco tempo que tive para experimentar a plataforma, creio que constitui uma óptima ferramenta para a localização das ignições. Contudo, aproveito para lembrar que a informação hotspots shapefile encontra-se no sistema de coordenadas WGS 84. O que também pude detectar é que num incêndio florestal as frentes são assumidas pela plataforma como hotspots/active fires, não nos dá o desenho da área, mas permite-nos observar a evolução do incêndio.

Caros colegas, convido-vos a recorrerem à plataforma, pois com certeza será muito útil até para a validação dos dados SGIF.


Emanuel de Oliveira

SMPC/GTF de Vila Nova de Cerveira


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